Muitos puderam acompanhar o ambicioso projeto realizado nos EUA, onde os discursos políticos e debates, antes feitos via mídia offline migraram cautelosamente para a mídia online.
Grandes redes sociais e portais integrados da web 2.0 contribuíram para esse projeto e pelo que parece, mostrou-se bastante integrada e participativa, onde muitos usuários de internet e pessoas de diversas categorias, que sempre foram politizadas, estiveram receptivas à esse novo projeto.
Recentemente, pôde ser visto pelo My Space e YouTube, os debates ao vivo, com a participação dos internautas, dando à eles mais razões de satisfação no ambiente político, pelo fato da política estar sempre relacionada ao meio democrático.
Desde fevereiro, mais de 21 milhões de pessoas assistiram a vídeos políticos online, disse Lee Rainie, diretor de projetos da Pew Internet & American Life.
Um número relativamente pequeno em relação ao eleitorado norte-americano, porém observamos que é sim, uma fase de “migração”, uma era onde as tentativas tendem ser oficializadas, e portanto, “experimentadas”.
O Facebook também está tendo sua participação – criou páginas com o perfil de cada um dos principais candidatos por meio dos quais eles podem se comunicar com os usuários do Facebook.
Num exemplo da crescente importância da política online, altos executivos das principais empresas na web – incluindo o diretor-presidente do Google, Eric Schmidt – participaram, no dia 18, do 4º Fórum Anual de Democracia Pessoal em Nova York, um encontro de pessoas que estão tentando usar a internet para encontrar novas formas de mobilizar a população para a ação política.
Foi nesse programa que eu conheci esse projeto postado logo abaixo:
Dá uma olhada no site ( http://www.piss-screen.de/ )

O crescente número de comunidades e conteúdos gerados e criados pelos próprios usuários da web, está sendo denominado Web 2.0, e isso você já sabe.
Agora o que você não sabe, é que com isso o iG não quis desperdiçar essa oportunidade, esse momento tão comentado e promissor, e fez com que a empresa digital apostasse no projeto chamado MINHA NOTÍCIA. Através dele, você pode produzir sua própria manchete, que será analisada pelos editores do iG, e assim que liberada, ela é disponibilizada no canal específico.
O título pode ter até 150 letras e o texto, no máximo 1500 caracteres. Após essas definições, o autor da notícia pode anexar uma foto.
Mais um exemplo bacana de colaboração na geração de informação.
Dica do Ian Black
Estreou no mês passado nos EUA a série Mad Men, do mesmo produtor de “Sopranos“, que fala sobre a dourada e glamurosa época(1960) que o mercado publicitário era sinônimo de luxo, e não estou falando de prêmios.
Mulheres bonitas, bebidas destiladas, cigarros e gente poderosa, era assim naquela época, mas o mais interessante não é isso.
O Patrocinador da serie ‘Mad Men‘, sobre os publicitários da Madison Avenue na Nova Iorque dos anos 60, é o uísque Jack Daniel’s, empresa esta que está sendo acusada de violar o código que rege a publicidade do setor de bebidas alcoólicas ( EUA). O seriado tem em seus roteiros situações de sexo, consumo de cigarro e álcool e também de assedio sexual. O grupo Commercial Alert protocolou queixa junto a entidade que representa os fabricantes de bebidas alcoólicas.
Interessante é ver as reações da publicidade, da ética hoje, a quase “censura” sobre a publicidade/mídia, bem sobre um programa que trata sobre este mercado. Engraçado ainda mais, já que nos Estados Unidos a censura sobre as formas de comunicação são raríssimas, bem vemos sua plena democracia que reina por ali.
Confira o trailler abaixo:
Mais um exemplo de que toda a revolução tecnológica não tem data para acabar.