
Venho refletindo bastante sobre a revolta de diversas pessoas
ao meu redor, principalmente quando recebem alguma mensagem
ou informação já pré-estabelecida. Seja ela, uma propaganda na tv,
uma notícia de tragédia na manchete de um tablóide, um pop-up intruso,
que interrompe a leitura atrativa do internauta, ou referente a um e-mail
que a pessoa tenha recebido, sem se quer tenha pedido para recebê-la,
os famosos ’spams’.
Inflamadas interjeições são berradas por qualquer pessoa, do tipo:
“Ahhh q ¨&%$# … eu já vi isso antes”, ou ” #2%%** que triste “!!!
E por ai vai…
O que eu quero dizer, é que as pessoas não aguentam mais serem
bombardeadas de mensagens invasivas e impertinentes sobre elas.
Cansamos de ser passivos! Isso é fato, e não sou só eu que digo isso.
Ontem mesmo, lendo um artigo no bluebus sobre a Conferência de Planejamento que está acontecendo aqui em Sampa, vi que um dos temas abordados por um dos palestrantes, o psiquiatra Jorge Forbes, era sobre
esse assunto, mais precisamente, a “comunicação colaborativa”.
Disse ele, que processos de criação e de comunicaçao tem que deixar “espaço
para o ‘outro’, para que o receptor da mensagem possa completar, participar”.
Nós, profissionais de comunicação, devemos quebrar barreiras,
nos responsabilizar por uma nova estruturação de comunicação,
implantando uma nova metodologia, onde todos, todos mesmos,
possam ter direito a contribuir ou participar daquele contexto
comunicativo de alguma forma.
Mas tem um porém. As pessoas precisam ser motivadas para isso,
não basta hoje empregar tendências se ninguém ao seu redor faz
juz à aquele tênis moderninho que tá sendo bem falado na
terra do Tio Sam, ou seja lá o que for ( entendeu? ).
Somos seres influenciados e influenciadores, nosso inconsciente
faz com que disseminemos algo sem que percebamos.
E são essas as melhores motivações de propagar algo à alguém.
Para fechar gostaria de falar de um insight bastante oportuno,
que é baseado no desejo de identidade que as pessoas tem,
na verdade sempre tiveram, não é de hoje.
Por isso, o lance da customização está sendo muito
aplicada, até mesmo em campanhas de marcas, fazendo
com que os consumidores apliquem sua própria identidade
naquele produto. [ exemplo ]
Criadores e criativos - mestres em “parir” uma mensagem/idéia
sempre irão existir, mas eles tem q entender a necessidade de
todos os receptores, que hoje já não devem mais ser denominados
dessa forma, mas sim “colaboradores”.
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