Os tweens e as marcas

Postado em (Branding, Comportamento, Pesquisa, Tendência) por Gabriel Jacob em 30-08-2009

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Os tweens (8 à 12 anos) representam cerca de USD 40 bilhões/ano em poder de compra. Responsáveis por esta representativa participação no consumo, eles foram alvos de um focus group organizado por Martin Lindstrom, autor do livro “Buyology – Truth and Lies About Why We Buy“. A pesquisa, envolvendo meninos e meninas, foi transmitida pela emissora americana NBC em seu programa Today Show, no início de agosto.

As crianças foram convidadas a realizar diversas tarefas e identificar as marcas que iam sendo apresentadas, usando a audição, a identificação, o olfato e alguns outros sentidos.

Concluiu-se que os tweens são altamente críticos e conhecem muito bem as marcas, até mais do que os próprios pais (escondidos atrás de uma janela de vidro) imaginavam.

Será que sua marca está pensando corretamente sobre como influenciar este poderoso público consumidor?

A publicidade não salva mais os veículos

Postado em (Comportamento, Inovação/Interatividade, Mídia e Consumo dos Meios, Reflexão, Web 2.0/Internet) por Gabriel Jacob em 28-08-2009

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Não há como negar que os veículos de comunicação precisam buscar novos formatos publicitários, e, claro, de receita, para desafiar a constante perda de grana, devido à falta de interesse dos anunciantes e outras tantas razões.

Portais de conteúdo, principalmente os de veículos tradicionais como WSJ, The Economist, NYT, Estadão.com, entre outros, são os que mais sofrem com a nova realidade. São eles que precisam provar que investir em internet é uma forma rentável, já que a audiência toda está migrando (ou já migrou) para esse ambiente.

Para complicar ainda mais, as velhas formas de publicidade não são validas no novo cenário. Não adianta simplesmente migrar de plataforma.

Como o leitor - cada vez mais desconfiado e impaciente - já não quer ser interrompido, os portais de conteúdo sofrem para encontrar a poção mágica que tornará seus veículos rentáveis e altamente sustentáveis.

No último dia do Digital Age 2.0, o co-fundador do YouTube, Chad Hurley, afirmou  que “conteúdos diferentes exigem formatos publicitários diferentes”, implicando que o grande lance é diversificar as formas de rentabilizar o seu conteúdo, e não se prender a um único formato ou a uma única plataforma. Uma colocação tão reflexiva quanto a frase: “The best advertising is not advertising“, dita pelo fundador da agência AKQA, Ajaz Ahmed.

Mas e aí?

Além de buscar outras formas não-publicitárias para reverter a situação, como cobrar por conteúdo específico ou pacotes de acesso diferenciado (Premium, por exemplo), os veículos já não podem focar apenas em formatos de publicidade tradicional como nós a conhecemos. Publicidade com cara de publicidade já não é mais a bola da vez. Uma das coisas que devem ser feitas é buscar maneiras de inserir a marca dentro do conteúdo, de forma relevante, sem que ela seja taxada de imprópria e intrusiva. Uma tafera difícil, isso sim. Mas que deve ser considerada desde sempre.

Converse Scenes

Postado em (Branding, Comportamento, Inovação/Interatividade, Web 2.0/Internet) por Gabriel Jacob em 26-08-2009

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Para quem acompanha o blog, sabe que eu já falei algumas vezes (aqui e aqui) sobre o posicionamento da Converse.

Totalmente conectada aos seus consumidores mais jovens, a marca sempre cria iniciativas ligadas à arte, à música e ao entretenimento em geral.

Em seu novo site, criado pela sueca Perfect Fools, podem ser vistas várias fotos de festivais, concertos e eventos por toda a Europa. Ao som de bandas mais independentes, a navegação pelo site proporciona uma boa interatividade, e os visitantes podem fazer upload de suas fotografias, bem como procurar imagens deste grande mural virtual através de uma filtragem por localização, tribos comportamentais e modelos de calçados da Converse. Vale a visita ;-)

:: http://converse-eu.com/

Brand Loyalty

Postado em (Branding, Comportamento, Curiosidades) por Gabriel Jacob em 19-08-2009

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Uma verdadeira fidelidade à marca é constituída por aquele consumidor que não a abandona, nem em último caso.

Nunca descontinuar a compra de produtos daquela marca, vestir camisas, bonés e outros vestuários que estampam o logo da marca favorita são indícios básicos e comuns de fidelização à uma marca. Porém, como tudo nessa vida, existe o indiscutível radicalismo. Da mesma maneira que uma religião, algumas marcas podem influenciar e redefinir os hábitos de um consumidor. Alguns chegam ao ponto de tatuar as marcas em seus braços, pernas, peitos e até nas suas partes íntimas.

Existe explicação para isso? Podemos afirmar que sim. Da mesma forma que existem marcas de personalidade - aquelas que conseguem gerar um relacionamento mais efetivo e próximo com o seu consumidor, a ponto de fazer com que as pessoas tatuem seus logos - existem também as pessoas de personalidade. Não é qualquer um que tatuaria uma imagem “comercial” em seu próprio corpo.

Dá uma olhada na quantidade de fotos de tattoos que foram encontradas na internet. E a pergunta-reflexão que fica é: Você tatuaria uma marca no seu corpo? Sim? Qual? Não? Por que?

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:: Recebi estas imagens por e-mail, vindas do blog (http://www.mattus.web-log.nl).

A rebeldia positiva da Converse

Postado em (Branding, Buzz, Campanhas, Comportamento, Guerrilha) por Gabriel Jacob em 09-07-2009

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Rebeldia, originalidade e autenticidade são os três valores que a Converse quer transmitir aos jovens, principal target da marca de calçados que no ano passado celebrou seu centenário. A campanha deste ano, que está rolando na Espanha, centrada em diversos modelos de calçados de skate e basquete, prioriza o marketing de guerrilha, eventos e ações pouco convencionais.

Centenas de calçados da Converse foram pendurados em cabos elétricos de Madri e Barcelona, uma prática muito habitual em algumas capitais do mundo e que se conhece como ‘Shoefitti‘. Essa iniciativa serve para mostrar ao público os diversos modelos dos calçados de uma maneira rebelde e original.

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Indo mais além, a marca grafitou com uma tinta especial (de fácil remoção) desenhos dos novos modelos da marca, em alguns pavimentos de ruas, avenidas e espaços públicos próprios para a prática esportiva.

A internet e as mídias sociais também foram utilizadas para “chamar” o maior número de casais a participarem de corridas com os pés presos por cadarços. As hilariantes corridas foram realizadas em parques públicos da Espanha.

Assista um vídeo que está circulando na internet e que introduz a nova campanha da Converse:

A forte personalidade da marca faz com que a Converse potencialize a sua conexão com o público mais jovem.
Ela é sem dúvida uma marca que carrega um posicionamento invejável.

:: Dica do Emil Sahyoun via PRMarketing

Nintendo | Britain’s Best Brain

Postado em (Branding, Comportamento, Inovação/Interatividade, Tecnologia, Tendência) por Gabriel Jacob em 06-07-2009

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Do console para a televisão. A Nintendo chegou a um acordo com a emissora Channel 5, do Reino Unido, para a estréia do Britain’s Best Brain, um programa de televisão que vai entreter os espectadores com competições, bem como promover a sua enorme gama de jogos para “raciocinar”, informou o The Guardian e algumas celebridades, como Nicole Kidman (garota propaganda da Nintendo).

Este é o primeiro caso que um anunciante cria um programa de televisão no Reino Unido, ao estilo Branded Content. A transmissão da atração será em outubro e a produtora responsável para colocar o programa de pé é a Group M Entertainment (propriedade da WPP).

Os participantes irão disputar várias provas diferentes, mas cada uma com um foco em alguma função cerebral: coordenação, memória ou matemática. E as habilidades dos participantes deverá ser mostrada através de jogos da marca, tanto no Nintendo DS quanto no Nintendo Wii.

Geração O(bama) e as marcas

Postado em (Campanhas, Comportamento, Tendência) por Gabriel Jacob em 01-07-2009

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Os únicos legados deixados por George W. Bush, foram: a queda do nacionalismo, da reputação e a perda da “imunidade” estadunidense. Nestes oito anos de mandato, o país mais poderoso do mundo se afundou em guerras, violência, corrupção e uma histórica crise econômica que se espalhou por todos os cantos do mundo. Mas, ao que tudo indica, uma nova geração de americanos busca contornar essa situação degradante. A chamada “Geração O” (Geração Obama) é um novo contexto popular difundido no país pelos democratas e pela mídia. É uma nova geração que se preocupa em resgatar os valores perdidos e trazer de volta o patriotismo ao povo dos Estados Unidos.

Super atentas a este “movimento”, algumas marcas estão criando campanhas e estratégias focadas unicamente neste público da “Geração O”. Uma das primeiras foi a New Balance. A marca norte-americana de calçados criou um pequeno documentário (assista abaixo) que celebra o fato de a empresa continuar fabricando 1/4 de seus calçados nos EUA, sendo que a grande maioria de seus concorrentes montam os produtos em países do Oriente. O nome da campanha “Made in USA” realça o forte orgulho de ser uma companhia de origem estadunidense.

Por outro lado, a Levi’s também lança sua campanha “patriótica”. Apresentada esta semana pela sua nova agência, a Wieden+Kennedy de Portland, a campanha “Go Forth” busca estabelecer uma forte conexão com a “Geração O” - tendo em vista que o dia 4 de julho (Dia da Independência) se aproxima. As peças da campanha são inspiradas no famoso e otimista Walt Whitman, autor do poema “America”.

No site da campanha (http://goforth.levi.com) os internautas podem baixar todas as peças da campanha, um mp3 e ainda concorrer a prêmios. Confira abaixo filme da W+K:

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