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Arquivado para Comportamento

Everyday Models

Por Gabriel Jacob  |  15.04.2009

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O estudante James Brookner e o fotógrafo Matt Garcia, ambos do Reino Unido, tiveram uma idéia simples e fabulosa. Eles criaram uma solução que se insere no atual momento em que o panorama midiático está se reinventando diariamente. Esta solução foi denominada Everyday Models: um programa que convida alguém a receber o pagamento por alugar coisas da sua vida cotidiana para anunciantes, seja roupas, carros, casa ou até perfil online.

Para fazer parte deste clube, os britânicos precisam se cadastrar no site da iniciativa. Fornecendo os dados pessoais, fica mais fácil para os anunciantes identificarem quais destes perfis tem mais a ver com a mensagem e o target definido para sua campanha.

Em tempos onde as empresas buscam gastar cada vez menos com inserções publicitárias, e o investimento em publicidade cada vez mais segmentada também está em ascensão, esta acaba sendo uma saída totalmente inovadora e pertinente. Só resta saber se vai dar certo.

:: www.everydaymodels.co.uk

Product Placement com foco nos homossexuais

Por Gabriel Jacob  |  19.03.2009

vespa_logo_1_000.jpgEm seu contínuo esforço para tornar seus produtos mais atraentes ao público homossexual, a Vespa, fabricante daquelas motocicletas barulhentas, decidiu não poupar esforços e segue com uma estratégia de “Product Placement“.

A base de toda a campanha inovadora da marca será colocar seu Vespa LXV 150, uma de suas motocas mais “funs” e economicas, como “personagem” fundamental na comédia romântica “I Love You, Man” (Eu Amo Você, Cara), que estréia nos EUA amanhã, e dia 24 de abril, no Brasil.

O filme conta a história de dois caras, interpretados por Paul Rudd e Jason Segel que se unem em busca de um padrinho para o casamento de um deles com a namorada.

Eles viajam frequentemente por algumas regiões dos Estados Unidos – a bordo de uma Vespa - o mesmo modelo que mencionei logo acima. Continue lendo após a imagem do cartaz do filme:

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Um concurso online, abrigado em uma página exclusiva do MySpace, quer saber o quão longa e divertida foi a viagem do visitante com algum amigo, também a bordo de uma Vespa.

O dono da melhor história ganha uma Vespa, a mesma usada no filme.

Depois da polêmica com os novos comerciais de Doritos no Brasil (aqui) e (aqui), vemos um exemplo que deixa de lado qualquer crítica homofóbica, mostrando que existem marcas que não enxergam barreiras e pensam em simplesmente gerar resultados, acreditando no valor que a segmentação do público homossexual (consumidores ativos) pode trazer.

Na seqüência, o trailer legendado de “I Love You, Man“:

:: Via Adrants

Fãs de Nutella constroem o valor da marca

Por Gabriel Jacob  |  15.03.2009

nutella3.jpgQue a Coca-Cola conseguiu reunir infinitos fãs pelo mundo inteiro, não temos dúvida. E nem é necessário muitas explicações para isso. Um fato curioso é uma empresa tradicional, clássica e com pouquíssimas estratégias de comunicação, como a Nutella, conseguir o mesmo feito.

Fora seus milhões de adeptos na Europa, terra onde nasceu o produto, a marca Nutella já se consolidou fortemente em regiões como Canadá, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Cingapura, Brasil e África do Sul.

A maior surpresa veio no mês passado, quando o Facebook divulgou uma lista das suas páginas mais populares, tendo Barack Obama, Coca-Cola e Nutella, em 1º, 2º e 3º lugar (respectivamente). Algo nada previsível, muito menos para os executivos da Ferrero, empresa que fabrica o delicioso creme de avelã e chocolate.

Mas como a Nutella construiu tal culto de forma tão inesperada?

A resposta estaria nos atributos relacionados ao produto, e a percepção dos consumidores (fãs e entusiastas).

Nutella é um produto que está sempre ao lado dos consumidores – e eles dificilmente falarão mal dele – já que seu atributo de “deixar o lanche mais gostoso” é intrínseco à marca.

Outros afirmam que o produto está associado com a sofisticação européia. “Os europeus comem e, portanto, não pode ser tão ruim”, disse uma consumidora super fã de Nutella, nos Estados Unidos.

Para se ter uma noção, a principal página de Nutella, no Facebook, não foi criada pela Ferrero, mas sim por um consumidor que é apaixonado pelo produto.

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Nutella ou sexo?” ou “Nutella e pizza!” são alguns dos títulos que surgem constantemente em fóruns e redes sociais da Web. E, óbvio, todos alimentados por consumidores.

Não acredito no modismo do produto, só sei que a Nutella é abençoada com a uma forte presença na Internet.

Se digitar Nutella no Google, aparecerão cerca de 6 milhões de resultados. Muito mais do que outros pronutellafa.jpgdutos alimentícios que trabalham muita comunicação para se fixar na mente dos jovens e adolescentes.
Existem cerca de 5.000 vídeos no YouTube mostrando Nutella, muitos dos quais são publicidades estrangeiras e vídeos de consumidores que compartilham as melhores maneiras de se consumir o doce.

No Flickr, são mais de 17 mil fotos relacionadas ao produto. E o próprio portal de notícias de branding Brandweek, revela que Nutella é uma das marcas prediletas dos blogueiros.

Embora muitas vezes os fabricantes tentam desenvolver e estimular os blogs ou outras atividades conexas da Web, este não é o caso de Nutella“, disse Alessandro Bampa, Gerente Global de Categoria da Nutella. Eles (executivos da Nutella) estão, agora, olhando a mídia social como uma “amiga” e “parceira” para o desenvolvimento e valorização da marca.

:: Com fonte do iMedia Connection e BrandWeek.

Desempregado se coloca à venda no eBay

Por Gabriel Jacob  |  26.02.2009

ebay.jpgEm tempos de crise, executivos buscam formas criativas para conseguir mostrar cada vez mais seu verdadeiro potencial. Ainda mais para quem está desempregado, a criatividade tende a ser um papel (fundamental) para conseguir voltar ao mercado de trabalho.

O caso do jovem francês Yannick Miel é um exemplo claro e “bizarro(?)” do quanto as pessoas estão buscando formas não convencionais para surpreender RHs e headhunters.

Ele criou uma página no eBay (expirada), famoso portal de leilões da internet, e acabou se colocando à venda no portal. E ainda por cima, criou um website onde descreve toda a sua qualificação.

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Após 5 meses desempregado, passando por mais de 20 entrevistas frustradas, Yannick Miel decidiu “provocar” o mercado, e acabou gerando muita polêmica na França.

O jovem ambicioso pode não ter planejado, mas o boca à boca gerado em torno de sua iniciativa, acabou ultrapassando suas expectativas. Blogs, sites, jornais e revistas do país (e do mundo), acabaram mencionando o que Yannick havia feito.

Em pouco tempo, uma empresa de recrutamento de jovens franceses, acabou lhe oferecendo um emprego experimental de 3 meses.

Loucura ou não, nem vem ao caso. O que podemos concluir, é que esta foi apenas uma referência positiva de que, hoje, em tempos onde a internet colaborativa reina no cotidiano dos jovens de todo planeta, pode ser encontrados novos meios para expor seus próprios objetivos, sem nenhuma burocracia. Basta uma boa idéia e a coragem de implementá-la.

:: Via Le Figaro

O Lado Negativo da Publicidade (Protesto)

Por Gabriel Jacob  |  05.02.2009

antiad.JPGAs rebeliões sempre fizeram parte da história da França. Manifestações contra as guerras, políticas sujas, colonialismos e outros fatos são e sempre foram comuns no país europeu. Mas no dia 31 de janeiro, o Los Angeles Times publicou uma notícia um tanto quanto polêmica – principalmente para nós – publicitários.

Um grupo até então desconhecido de ativistas, chamados de “The Dismantlers“, surgiu com o intuito de “extinguir” toda e qualquer publicidade intrusiva, opressora e que não seja relevante para eles. Ou melhor, todos os outdoors e painéis de rua que tentam insinuar algo em troca de um consumo forçado.

O grupo, chamado “The Dismanstlers” usa a retórica de ser alvo da publicidade 24h por dia.

Você vê milhares de mensagens comerciais todos os dia, na sua casa, no metrô, na rua, o tempo todo, e se você não quiser, não tem a escolha“, gritava um dos manifestantes.

Indiferente de qualquer meio de comunicação se tornar alvo de protesto, grafitar as peças publicitárias de rua é um sinal tangível e fatídico de que as pessoas estão saturadas da má publicidade.

Muito já falamos, e continuaremos destacando aqui no bog, idéias que fazem a diferença para os consumidores. O uso da interatividade, a adequação viável em momentos de entretenimento e outras situações não invasivas, fará com que a nossa indústria sobreviva por muitos e muitos anos.

Se continuarmos nessa história de forçar mensagens e acreditar que os consumidores sempre serão passivos a elas, estaremos construindo a derrota de nosso estigma criativo, e o nosso próprio valor.

 
 

Superbowl prova que o Twitter é uma ferramenta comportamental

Por Gabriel Jacob  |  03.02.2009

super_bowl_2009_logo1112.jpgEncerrado o Superbowl 2009 e muita coisa relacionada a ele continua a pipocar na internet.

O portal online do New York Times criou um mapa interativo, onde qualquer pessoa pode acompanhar tudo o que foi dito no Twitter durante a final da NFL.

Nada de muito surpreendente até esse ponto, a não ser a segmentação definida pelo mapa.

Em uma das funções na barra lateral, tem a opção “Talking About Ads“, ou seja, uma retratação de tudo que foi dito em relação as propagandas veiculadas durante o Superbowl. Nesta função, o curioso acontece lá para o final do jogo (mova o cursor da linha do tempo até o anti-penúltimo TD, touchdown) e perceba que praticamente todos os tweets mencionam sobre Hulu. Provavelmente sobre o seu comercial. Aquele com Alec Baldwin que postei (aqui).

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Essa reflexão serve para a gente compreender o quão oportuno é a utilização do Twitter em momentos de proporções massivas como esta. As pessoas que mais conhecem o Hulu também estão no Twitter. O que gera um ótimo resultado de afinidade entre usuários (relevância).

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Outra questão, é que para quebrar o paradigma de muitos “leigos”, essa demonstração interativa é uma consequência da extrema importância que o Twitter vem ganhando, como uma ferramenta de medição e, porque não, uma ferramenta antropológica.

Na opção “People Saying Go“, na barra lateral, e mais para o final da competição, você observa o poder da emoção nas pessoas – que pelo microblog diziam “go” – em prol de algum time. Dá para saber pra qual time certas regiões tendiam torcer.

O Superbowl provou mais do que nunca, que o Twitter gera uma imensa oportunidade de medir a repercussão de tudo aquilo que vêm sendo dito sobre produtos, serviços e anunciantes. Se fosse só um “programinha de nerds”, o NYT não iria montar um produto online inteiro só pra tal demonstração. Concordam?

Dica enviada pelo @felipesantini

Intervenção urbana contra a Aids

Por Gabriel Jacob  |  01.12.2008

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Para alertar a população brasileira, o Governo Federal inaugurou hoje (Dia Mundial da Luta contra a Aids) uma intervenção na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Durante todo o dia, um jovem ficará dentro de uma bolha transparente, impedido de tocar quem estiver do lado de fora.
Na base da bolha, há uma frase do jornalista e sociólogo Herbert Daniel, que morreu no ano de 1992 em decorrência da aids.

Há uma coisa dentro de mim, contagiosa e mortal, perigosíssima, chamada vida, lateja como desafio”.

Uma câmera instalada no local da ação foi instalada, e vc pode acompanhar, ao vivo, das 9h às 18h, o comportamento do jovem e dos curiosos (aqui).

O tema da campanha: “O Preconceito Isola”, busca a reflexão do público em torno do assunto que é a palavra de ordem do dia.

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Dica do @felipesantini

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