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Arquivado para Marketing

Lifebuoy e a Galinha Pintadinha

Por Gabriel Jacob  |  08.08.2011

Em uma feliz oportunidade, a Unilever se apropriou de um dos maiores sucessos infantis do Youtube, a “Galinha Pintadinha“, prestando serviço às crianças de modo inovador e super pertinente, por meio da sua marca de sabonetes antibactericidas Lifebuoy.

A nova versão da “Galinha Pintadinha” é assinada pela marca que tem a responsabilidade de educar as crianças sobre a importância da higiene e da limpeza, a ponto de cultivarem isso como um hábito.

Confira o vídeo abaixo:

Em 2008, juntamente com as Nações Unidas, Lifebuoy lançou o “Dia Mundial de Lavar as Mãos” (“Global Handwashing Day”), no dia 15 de outubro. Hoje em dia esta data é comemorada em mais de 85 países ao redor do mundo.

McLanche Infeliz

Por Gabriel Jacob  |  29.07.2011

Post do leitor Bruno Mastrocolla.

Você compraria um carro batido ou um livro faltando páginas? Ou quem sabe se interessaria por um pastel de feira estragado ou por um pote de nutella pela metade?

Tenho certeza que qualquer ser humano em condições normais diria não as perguntas acima.

Na ultima sexta feira, dia 22, tive uma experiência um tanto quanto infeliz em uma grande rede mundial de restaurantes, o Mcdonalds. Tenho que confessar que, como estudioso e apaixonado pelo marketing moderno, essa dolorosa experiência me trouxe algumas reflexões.

Decidi fazer uma rápida refeição no McDonalds com a minha família, e como todo bom pai (mantendo a tradição familiar mundial), solicitei um McLanche Feliz (objetivando o brinquedo, é claro). É ai que a história começa, meus amigos. Qual nao foi a minha surpresa quando, ao abrir sanduíche, encontrei nada mais nada menos do que um sanduiche mordido.

Como defensor do Marketing de Guerrilha, minha mente logo sugeriu: Não seria uma forma genial de divulgar o novo filme dos Smurfs? Mas logo voltei à realidade de choque e me dirigi à loja. Logo que o gerente tomou conhecimento, não vacilou soltando um “Meu Deus”. Trocou o sanduíche em poucos instantes.

A grande motivacão deste post não é gerar discussão sobre o fato absurdo de receber um sanduiche mordido, porque sinceramente acredito que isso é um consenso coletivo. A questão aqui é discutir quais são as reais obrigações de uma empresa perante o consumidor em um momento de crise (se é que elas existem).

Recebi um email no sábado questionando a ocorrência, e 3 dias após a minha resposta recebi uma ligação de uma operadora de telemarketing pedindo desculpa (de forma não muito amistosa) e mencionando que este não era o padrão McDonalds (como se eu nao soubesse). Quando questionei se isso era tudo, ela rapidamente retrucou: “o que mais o sr. esperava?” Essa pergunta fez meu mundo parar por alguns segundos.

Segundo a Wikipedia, a marca McDonald’s existe em mais de 120 países, tem mais de 31.000 lojas ao redor do mundo que servem quase 50 milhões de clientes por dia.

Como uma marca que constuiu um império, apostando basicamente no estímulo ao consumo desenfreado das novas gerações por “junk food”, oferecendo brinquedos como a grande recompensa, não possui um plano estruturado para, em momentos de crise, oferecer pelo menos um profissional que tenha a competência de conversar de forma satisfatória e coerente com um consumidor que já é cliente há 2 décadas?

Eu ainda não estou convencido que a maior motivação da ligação e do contato não foi minha insatisfação, e sim os mais de 120 retweets conquistados no Twitter. E isso gera uma outra dúvida: Será que a satisfação não precisa ser mais do que uma medida provisória?

Tudo isso me fez lembrar de uma recente entrevista do Seth Godin para a revista Época Negócios, onde ele diz:

“Nenhuma empresa gostaria de ser classificada como uma almôndega. Mas muitas são, e precisam estar cientes disso. Essas companhias não conseguem adotar o conceito do novo marketing, que não é baseado em publicidade. Ele é organizado por meio do boca a boca, das conexões digitais e das histórias. O verbo do consumidor de hoje é mais querer e menos precisar. Ele compra experiências em vez de coisas. Mais do que isso, fala com os amigos sobre suas escolhas.”

Minha opinião é que uma empresa reconhecida mundialmente como dona de um império, quando toma decisão de protagonizar um espaço nas redes sociais, tem a obrigação de ir além da simples divulgação de novos sanduiches ou a evolução do cardápio. Ela precisa efetivamente estar preparada e capacitada à ouvir, assumir erros e oferecer nada mais do que uma atenção coerente com o apreço que ela diz ter pelos seus consumidores. Caso contrário está na hora de incluir em seu cardápio o McAlmôndegas. Talvez isso seja uma atitude coerente.

Marketing sensorial. Interativo, emocional, não digital

Por Gabriel Jacob  |  25.07.2011

Sempre eu comento sobre as oportunidades do digital para promover uma experiência mais envolvente entre os consumidores e as marcas.

Experimentos em que as pessoas passam a sentir a marca, fazer parte dela.

Mas experimentos emocionais não precisam necessariamente estar em um ambiente digital.

O marketing sensorial, por exemplo, que provê uma experiência viva, pode estar em qualquer lugar.

Em uma estratégia criativa realizada para a marca de purificadores de ar Febreze, destinada ao mercado norte-americano, pessoas comuns abordadas nas ruas foram convidadas a viver uma experiência real, olfativa, sentido que tem toda a pertinência para uma marca que promete deixar os ambientes livres de odores ruins.

Essas pessoas foram colocadas em lugares nojentos, como uma cozinha totalmente suja e outros ambientes mofados, só que com uma diferença: esses ambientes foram borrifados com Febreeze.

A supresa:

Por meio de câmeras escondidas, as pessoas vendadas eram filmadas e tinham que responder que cheiro elas sentiam e o que aquele cheiro as faziam lembrar.

Gravados, os vídeos foram parar na fanpage da marca e revelam que todas as pessoas tiveram sensações positivas e agradáveis. Alguns associavam o cheiro com praia, outros com dança e até mesmo momentos felizes.

Abaixo você pode conferir os vídeos dos experimentos feitos para a campanha “Breathe Happy” (Respire Feliz).

Yes, We Tweet!

Por Gabriel Jacob  |  20.06.2011

As eleições presidenciais dos Estados Unidos se aproximam, e, com elas, começam a aparecer as novas genialidades estratégicas de marketing do presidente Barack Obama, candidato a reeleição.

Em 2008, Barack Obama e seus assessores de RP e comunicação foram responsáveis por instituir inovadoras táticas de marketing político, que serviram de referência para os mais diversos candidatos a cargos públicos, inclusive no Brasil.

Em geral, as estratégias eram concentradas na internet e outras plataformas digitais.

Não sendo diferente, a nova onda de ideias comunicativas para aproximar os eleitores do presidente, também candidato, Barack Obama, se voltam para o universo digital com novos e importantes ensinamentos.

A mídia reportou neste último final de semana o fato de Barack Obama estar pessoalmente, agora, por trás dos posts realizados em seu perfil no Twitter.

Para alguns, isso pode parecer não significar muito. Porém, prestem atenção em uma coisa:

Depois que Barack Obama inspirou milhares de políticos do mundo todo, que seguiram modelos similares de estratégia de presença e relacionamento na internet, não há como negar que, quando o assunto é comunicação, o presidente Obama tem um enorme potencial influenciador sobre demais políticos e executivos. Ou seja, esta nova e brilhante estratégia de se colocar como mentor de seus tweets no microblog, pode, sim, ser mais uma tática de marketing político capaz de se popularizar, e não somente nos Estados Unidos.

Como mencionado por diversos veículos internacionais e a própria assessoria de RP do presidente norte-americano, a partir de agora, todos os tweets do @BarackObama que forem assinados com “BO” são os escritos pelo próprio Obama.

Isso faz parte da nova estratégia da campanha política, que já começou no Partido Democrata, para a eleição presidencial a ser realizada em 2012.

Barack Obama vai expor suas opiniões pessoas sobre os mais diversos assuntos, sem ter que passar pelos seus assessores, únicos responsáveis por este Twitter antes dessa mudança.

Agora, Barack Obama fará mais uma escola, ensinando todos os políticos que a humanização da comunicação faz aumentar a empatia do público eleitor, que prioriza, como nunca, os candidatos mais transparentes.

T-Mobile recria Angry Birds da vida real

Por Gabriel Jacob  |  09.06.2011

Muito boa essa ação de oportunidade criada pela operadora T-Mobile para difundir seus serviços, pegando carona no sucesso de Angry Birds.

Foi instalado um cenário igualzinho ao jogo no centro de Barcelona, o que possibilitou as pessoas a interagir com uma mecânica real e os personagens físicos.

A ação inusitada virou um flashmob, que virou anúncio e até já começou a ser viralizado em redes sociais e centenas de blogs e sites pela internet a fora.

Quem ainda não viu, é só dar o play no vídeo acima! ;-)

Projeto experimental da Land Rover no Windows Media Player

Por Gabriel Jacob  |  09.05.2011

Aproveitar ferramentas existentes para promover uma marca ou um produto, seja por meio do seu conceito ou apenas sua funcionalidade, são algumas das alternativas mais interessantes providas pelo infinito e confuso universo digital.

Vejam que legal essa ideia experimental da Land Rover.

A marca desenvolveu um plug-in de Windows Media Player (download aqui) em que aparece um carro percorrendo as waves de som enquanto o usuário ouve música.

Disponível para PC com versões de Windows Media Player 9, 10 ou 11, o plug-in contextualiza um dos grandes diferenciais de um carro da marca, que é a possibilidade de dirigi-lo em qualquer tipo de solo, até mesmo os mais acidentados. Ótima sacada!

Do blog da Land Rover.

Unilever Brasil aposta no mais popular Social Game do Orkut

Por Gabriel Jacob  |  05.05.2011

Muito já foi comentado aqui sobre marcas que investem parte de seu budget em campanhas dentro de Social Games para conseguir melhor awareness e mais envolvimento com seus consumidores.

Aqui no Brasil, ainda são poucos os players que investiram de fato nesta plataforma. O chocolate Bis, da Lacta, talvez seja o case mais conhecido até agora por divulgar em diversos sites seus resultados no Colheita Feliz (vídeo case).

Quem também chegou com tudo neste jogo é a Unilever do Brasil, através do seu detergente Surf, produto voltado para o público feminino. E este mesmo público é o que mais utiliza o Colheita Feliz: Mulheres com mais de 20 anos.

A campanha de lançamento do Surf Líquido Super Concentrado no Colheita Feliz, idealizada e executada pela F.biz, foi uma ótima oportunidade para ressaltar o principal benefício do produto: duas vezes mais perfume no maior game da rede social Orkut de maneira diferenciada e contextualizada ao game.

Para isso, Surf teve o papel de “fertilizante” exclusivamente nas plantações de flores dos usuários do game, ou seja, ao jogar o Surf Líquido nas flores elas ficavam com o dobro de perfume e redução no tempo de crescimento. Além de ressaltar a principal mensagem funcional, a ação ainda proporcionou diversos benefícios para os usuários do game, tais como mais experiência e popularidade no jogo.

Os frasquinhos de Surf Líquido ainda podiam ser compartilhados na timeline e/ou dar de presente para os amigos.

O projeto Colheita Feliz foi responsável por a maior parte de todos os acessos no site de Surf; a maior parte era qualificada e aumentou o tempo médio no site – um dos benefícios mais importantes quando se investe em uma interatividade mais duradoura como um game.

Houve vários compartilhamentos durante o período, onde as pessoas que utilizaram Surf como fertilizante dividiram essa informação com amigos.

Apesar do contexto criativo, um adendo importante tinha que ficar claro. Então, no cabeçalho do aplicativo do jogo uma mensagem alertava que tudo aquilo não se passava de algo lúdico: “Jogadores, lembrem-se que, na vida real, o novo Surf Líquido Super Concentrado é um detergente de roupas, e não deve ser utilizado em flores.”

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