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Arquivado para Mídia e Consumo dos Meios

Xbox Kinect e o futuro da comunicação

Por Gabriel Jacob  |  27.06.2011

Não é o digital que me fascina. É a interatividade.

Ela está formando o sucesso de estratégias de comunicação neste mundo em que as pessoas não recebem mais a publicidade como antes.

Interação é envolvimento, e não há nada melhor do que isso para gerar um apelo emocional no consumidor.

Em um discurso realizado no Festival Internacional Cannes Lions, a Microsoft apresentou uma nova ferramenta chamada NUads.

Com esta ferramenta, em muito breve, os usuários do console Microsoft Xbox Kinect poderão interagir mediante a voz e movimento com a publicidade que aparecer no jogo, como também informou o The New York Times.

Este tipo de publicidade usará o mesmo sistema de captação de movimento que a Microsoft desenvolveu para o Kinect.

A empresa ainda afirmou que os mesmos anúncios utilizados para televisão poderão ser incluídos no console, com o valor agregado de realizar ações durante o tempo em que o usuário estiver sendo exposto a essa publicidade.

Apesar de eu dar um destaque importante para esta novidade, ela só é um exemplo que ilustra para onde a comunicação está caminhando.

A tecnologia nunca foi tão importante para o mercado da comunicação, que depende dela para sobreviver nestas constantes transformações e mudanças de hábitos do consumidor da atualidade.

Fiat transforma placas de rua em mídia interativa

Por Gabriel Jacob  |  03.05.2011

Para promover o novo Fiat Evo na Espanha, a Leo Burnett local criou um aplicativo de iPhone que lê placas de rua como se fossem QR Codes. Cada sinal de rua dá infomações diferentes sobre o carro e seus features – transformando, assim, a rua e suas placas em uma diferente, e gratuita, mídia para a marca.

Algumas placas de rua da Espanha ainda escondem jogos que, quando lidas pelo aplicativo mobile, dão prêmios e incentivam mais a participação e o envolvimento com a campanha.

Em uma semana, mais de 1 milhão de placas de rua foram lidas pelo aplicativo Fiat Street Evo.

Por terem encontrado novos usos para objetos simples existentes no mundo real, este case pode ser considerado inovador o bastante para abocanhar, no mínimo, um shortlist em futuros festivais de comunicação.

Via 2d Code.

Heineken: Star Player

Por Gabriel Jacob  |  27.04.2011

Nasceu mais uma grande ideia da infalível parceria entre a Heineken e a agência AKQA.

Estou falando do novo Heineken Star Player, uma divertida ação interativa que mescla mobile e social network, e instiga usuários, fãs de futebol, a interagir em tempo real.

Com base no patrocínio do UEFA Champions League, a Heineken criou aplicativos (um para iPhone e outro para Facebook) que permitem aos jogadores apostar ao vivo em ações durante os jogos do campeonato.

Há possibilidades de apostar em quantidades de gols, o time vencedor de cada jogo e até mesmo atividades muito mais específicas como o ângulo do gol em que o chute vai acertar a bola e muito mais.

Todas as apostas dos usuários serão mapeadas e transformadas em recompensas virtuais, principalmente aquelas que geram reconhecimento: global leaderboard e badges são algumas dessas recompensas.

Heineken mantém a presença na lista das marcas antenadas nas últimas tendências de mídia e comunicação, pois aposta claramente no envolvimento do público com situações que misturam a vida real com a virtual, de um jeito extremamente engajador.

Social game? Mobile game? Gamification? Não importa aqui o título que podemos dar pra essa nova ação da Heineken. O que realmente conta é grau de ousadia ao permitir um engajamento real dos consumidores com a marca e aquilo que ela deseja comunicar – no caso, o patrocínio do mais importante campeonato continental de futebol.

Eu baixei o mobile e o Facebook app. Estou aguardando o espetáculo Real Madrid x Barcelona, que deve começar daqui a pouquinho, pra experimentar os apps em funcionamento e ver se consigo pontuar.

Acima, postei o vídeo oficial de apresentação do Heineken Star Player. Cliquem no play pra poder entender melhor ainda como funciona.

Dica do @realadverblog.

A evolução do Branded Radio pela Skol

Por Gabriel Jacob  |  25.04.2011

Passado o tempo, Branded Content se tornou uma alternativa muito comum entre as marcas que querem se aproximar dos consumidores que não recebem mais mensagens publicitárias como antes.

E como os meios digitais e interativos não exigem muitos formatos, capacitam as marcas a potencializar essas suas estratégias de conteúdo mais ousadas.

Então vamos falar de Brasil, pra também não ficar só “lambendo botas” dos gringos.

A Skol, por exemplo, mantém o ritmo de inovação no ambiente digital com sua plataforma de música, a Rádio Skol.

A partir de agora, também em uma aba/tab no MSN Messenger, a Rádio Skol vai mostrar no mensageiro instantâneo o que o usuário está ouvindo independente do iTunes, WMP e outros softwares tocadores de MP3. Ou seja, se ele, o usuário, estiver ouvindo a Rádio Skol, a música que estiver tocando também aparecerá em seu status, para seus amigos verem.

Outra inovação é a possibilidade de bater um papo com “trilha sonora”, pois uma vez aberta a aba/tab da Rádio Skol no MSN Messenger, o usuário pode convidar um amigo para bater um papo ao som de uma programação musical.

O diferencial da estratégia, na minha opinião, está no fato de uma marca “patrocinar” aquele momento íntimo e particular das pessoas, que é o relacionamento.

O Branded Content contemporâneo, portanto, ilustrado aqui por esta novidade da Rádio Skol, não se limita em oferecer somente conteúdo de marca para os consumidores, mas envolver efetivamente os consumidores com este conteúdo.

A emissora branded da Skol, criada pela F/Nazca e Aorta há pouco mais de um ano, registra 900 mil usuários, e apresenta os principais hits do cenário pop mundial.

Marcas tornam grátis conteúdos antes pagos

Por Gabriel Jacob  |  06.04.2011

Embora não seja nova, essa tendência vêm se acentuando à medida que se criam novas barreiras de conteúdos pagos em veículos e meios de comunicação.

Nos Estados Unidos, Volvo, Ford e Microsoft oferecem conteúdo premium grátis para usuários em várias ações com o mesmo objetivo: conquistar consumidores através de diferentes propostas de valor, contextualizadas em regalias.

Graças a montadora Volvo, neste mês, usuários de iPad, iPhone e iPod Touch podem baixar o aplicativo At Bat 11 para ver os jogos de baseball do campeonato norte-americano via streaming, de forma gratuita. Normalmente, estas aplicações estão disponíveis apenas para assinantes do MLB.TV, site oficial da Major League Baseball.

Outra montadora, a Lincoln, propriedade da Ford Motors, selecionou 200 mil leitores da versão online do The New York Times, jornal que anunciou recentemente a retomada do sistema de pagamento do acesso ao conteúdo. A Lincoln, no entanto, está patrocinando a assinatura digital para 2011. Porém, não vai arcar com o pagamento dessas assinaturas, mas garante que aumentará, e muito, o seu investimento em anúncios na versão online do The New York Times.

Por último, um destaque para a Microsoft, que foi muito inteligente ao disponibilizar a assinatura do período de um mês para o portal de vídeos Hulu (que cobra U$8,00, aproximadamente) aos usuários que fizerem o download da última versão do seu navegador Internet Explorer.

Importante lembrar também que, em uma ação curta realizada no ano passado, o WSJ abriu seu conteúdo pago por um dia com o patrocínio da Honda (aqui), que encontrou uma oportunidade ali de comunicar um um novo veículo, na época.

O interessante é que essas medidas vão de encontro com uma tendência inversa, a do “All Free“. Conteúdo, hoje, é commodity, portanto, cobrar por ele só deve só acontecer se houver um plano infalível de gratificações e benefícios para quem estiver optando pelo pagamento. Caso contrário, não haverá sucesso.

Este último parágrafo pode render um novo post para breve. Vou tentar me agilizar pra escrever o mais rápido possível e compartilhar com vocês.

TV Globo, tablets e futuro

Por Gabriel Jacob  |  31.03.2011

Na última terça-feira, fui convidado para a festa de lançamento da nova grade de programação da TV Globo, realizada no Teatro Alpha, em São Paulo.

Entre todas as atrações apresentadas por celebridades e executivos da emissora, vale destacar os comentários sobre os reforços de investimentos em plataformas digitais, incluindo mobile.

Para demonstrar essa importância da plataforma como mídia essencial de convergência de conteúdos produzidos pela emissora, foram distribuídos para todos os convidados da festa (sim, todos os convidados) um tablet Samsung Galaxy Tab.

O que mais me surpreendeu não foi o fato de distribuírem um presente deste nível, mas o fato de todos os gadgets estarem recheados de aplicativos e conteúdos temáticos de programas da TV Globo.

Como eu também recebi o meu, fiz questão de navegar por essas ferramentas. Assim, pude descobrir várias oportunidades aproveitadas pela TV Globo para tornar seus conteúdos mais interativos.

Além de aplicativos das novelas e programas como Insensato Coração e Big Brother Brasil, a emissora se apropriou da TV móvel digital, uma das melhores aplicações do Galaxy Tab.

Na ocasião, durante a transmissão do final do Big Brother, um widget na tela me permitia acessar alguns conteúdos sobre o reality show. Dentre eles, um quiz sobre os integrantes do programa, histórico de cada um, tabela de votação e etc.

Independente de qualquer coisa, me surpreendeu muito ver uma popular produtora de conteúdo como a Globo tornando real e possível a interação com suas produções, em uma ótima execução.

Resolvi escrever este post principalmente por eu ter consiguido vivenciar ao máximo um exemplo fidedígno de convergência, talvez a melhor experiência nesse sentido que pude vivenciar até hoje.

Mesmo que ainda um pouco restrito, aquilo que, para muitos, parece ser viável apenas no futuro, já é realidade.

Google Maps: Brand Logos

Por Gabriel Jacob  |  03.09.2010

O Google se prepara para introduzir novos features em seu serviço Maps. Entre eles um que permitirá que anunciantes paguem para inserir o logotipo em pontos determinados. Atualmente, o Google Maps apenas mostra ícones genéricos que indicam o tipo de negócios no mapa, mas com os ícones patrocinados, as empresas podem se promover com os seus logos quando o usuário for dar zoom em uma área durante a pesquisa.

Ainda de acordo com o próprio Google, os anunciantes não serão capazes de pagar para aumentar sua visibilidade, nem aparecer fora do contexto de busca de localização que o usuário esta fazendo.

Disponível para o serviço online padrão e o aplicativo de iPhone, este novo feature do Google Maps vai ser apenas adaptado para mapas dos Estados Unidos. Por enquanto.

Com fonte do Google Lat and Long Blog.

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