Ditar uma moda não se restringe apenas ao mundo fashion. A marca de roupas britânica, Harvey Nichols, sempre promoveu campanhas super criativas e não convencionais, se comparadas às demais campanhas de varejo de moda. Seus anúncios sempre sugerem“lutas” entre mulheres por causa de suas liquidações. É basicamente essa a moda na comunicação da marca. Os últimos anúncios formam uma paródia ao game “Mortal Kombat“. Mas o que difere realmente a comunicação da Harvey Nichols, além de seu visual e conceito inovador, é a sua proposta como um todo. Dificilmente é colocado preço nos anúncios. E todos eles contam alguma história, lúdica geralmente. É assim que a marca acredita chamar atenção do público-alvo.
As peças vistas na sequência formam a campanha CatFight criada para eles em 2007. De lá pra cá, a agência DDB de Londres vêm fazendo todo esse trabalho criativo se tornar referência no todo mundo.
Antes de dar continuidade ao post, quero deixar claro que este não é um post pago. Acontece que, no horário do almoço, peguei o jornal O Estado de São Paulo para dar uma folheada. Uma capa falsa logo me chamou atenção. A nova campanha do jornal - “Qual o valor do seu Conhecimento?” é uma das mais bem amarradas e coerentes dos últimos tempos, realizadas no Brasil. Simples saber o porquê. O difícil é compreender profundamente a tão complexa situação que a mídia e os veículos estão enfrentando com o advento da internet e das mídias interativas, cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia. Para um veiculo originário do meio impresso e com grande credibilidade, como o Estadão, a tarefa de se adaptar perfeitamente aos hábitos de consumo da informação de seus leitores/assinantes, é algo além da integração e da convergência dos meios. É necessário entender e contemplar estas pessoas. O Estadão assume que sabe que informação, hoje em dia, é gratuita. Por isso, questiona: Qual o valor do seu Conhecimento? Ou seja, do que vale toda a informação gratuita que você coleta, se não te agrega conhecimento.
Por isso, a capa falsa do jornal, veiculado hoje, apenas para assinantes, vêm com um cupo, para ser recortado e levado até o Masp (Museu de Arte de São Paulo). Neste cupom, o assinante tem de dizer “quanto vale uma visita ao Masp”. Sim, quanto você acha que é necessário pagar para obter todo aquele conhecimento que será adquirido ao visitar o museu que está com uma fantástica programação cultural: Vik Muniz, Manuel Vilariño e Arte na França são algumas das atrações atuais.
O verso da capa revela por quais os meios você pode obter o conteúdo - como, quando e onde você estiver. Fica claro que a qualidade do trabalho e do conceito é pura integração de criação + planejamento na arquitetura desta campanha. Na sequência, você pode ver o verso do anúncio, conforme contei agora. A campanha também envolve meios como: rádio e televisão. Confira abaixo o comercial, e se, também muito bem executado, pode ser vistoa baixo. Confira. A criação é da Y&R.
Postado em (Campanhas, Print) por Gabriel Jacob em 03-06-2009
Mais um bom exemplo do uso de ilustração na publicidade. Trata-se da nova campanha da Levi’s Kids voltada ao público infanto-juvenil. As simpáticas peças, que estão sendo veiculadas na Ásia, carregam um mote do tipo: “para pequenos valentões“. Criação da BBH Asia Pacific.
Postado em (Print, Tendência) por Gabriel Jacob em 31-05-2009
Em decorrência da crise que afeta os veículos de comunicação impressa do mundo todo (vide a descontinuação da Gazeta Mercantil anunciada dias atrás), empresas do setor precisam buscar formas bem menos comuns para chamar a atenção dos anunciantes, estes que estão pensando duas ou mais vezes antes de gastar rios de dinheiro com publicidade em mídia jornal. E pra encorajar novamente estes anunciantes, o maior periódico argentino, o Clarín, veicula uma série de anúncios que trazem consigo um tom mais cômico em torno deste desafio, numa simples mensagem voltada ao target:”This is year to sell or sel. Think carefully where you will advertise” (Este é o ano para vender ou vender. Pense com cuidado onde você vai anunciar). Em seguida você confere os anúncios, e sem jump:
:: A agência responsável pela criação da campanha é a Antheim, Argentina.
Postado em (Agências, Print) por Gabriel Jacob em 16-04-2009
Recebi por e-mail alguns trabalhos dos austríacos da Vienna Paint, uma agência/estúdio que tem um portifólio de dar inveja em qualquer diretor de arte. Parece que tudo que sai da agência passa por um rigor artístico impressionante.
Confira abaixo alguns de seus últimos trabalhos. Os demais trabalhos dos caras você pode ver (aqui). Enjoy!
Não sou tão fanático por Lost, como alguns colegas meus que só de ouvirem a palavra “Lost” já colocam o fone na orelha, achando que algum spoiler pode estar por vir.
Também não sou um “expert” no assunto. Mas pelo que sei, a Dharmaé uma equipe de pesquisa ficcional, criada pela tão aclamada série Lost, de J.J. Abrams.
Uma misteriosa iniciativa que busca investigar os mistérios sobrenaturais da ilha. E na ficção, dizem ter sido criada nos anos 70. Contudo, os primeiros membros da Dharma teriam veiculado anúncios para convocar novos integrantes, e divulgar até produtos e serviços que carregavam seu nome . Hoje, navegando na internet descobri que estes anúncios antigos estão sendo publicados, isoladamente, na rede.
Se você considerar este artigo um spoiler, nem recomendo que você continue a ver o resto. (Ainda não se sabe se estes anúncios são oficiais). O mistério continua!
Se é ou não fake, este é apenas um dos resultados que J.J. Abrams busca: fazer com que as pessoas instiguem todo este mistério, e começem a criar seus próprios conteúdos, referentes à série. Não deixa de ser mais publicidade para o Lost.