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Ford presente no Google Plus: Estratégia ou tática?
Uma das grandes expectativas pós lançamento do Google Plus era em relação a possibilidade de marcas apostarem na plataforma como meio de comunicação. E não demorou muito para surgir a primeira.
Após cerca de uma semana, a montadora Ford criou um perfil institucional da marca na rede social do Google.
Ainda é cedo pra criticar a forma de atuação de uma marca ali, até porque a plataforma é muito nova e está em fase beta, prometendo constantes reformulações e updates ao longo dos próximos dias, a fim de atender a demanda e ganhar espaço no competitivo mercado de redes sociais, puxado principalmente pelo lÃder incansável, o Facebook.
Até o presente momento, a atuação da Ford se baseia muito em uma presença “morna” na forma de um perfil, apenas para disponibilizar conteúdos institucionais, e a interação ainda é pequena. No entanto, a rápida movimentação ao investir no Google Plus faz com que a Ford ganhe uma importante percepção ligada à inovação, além do enorme buzz que está sendo gerado pelo fato de ela defender ser a primeira marca a apostar na plataforma. Até aÃ, pontos positivos pra marca.
Agora, me questionando se a aposta da Ford foi mais pensada na tecnologia pela tecnologia, ou seja, muito tática, cheguei na seguinte conclusão:
Se a marca tivesse baixa relação com o digital e as mÃdias sociais, o investimento no Google Plus não faria muito sentido. Mas, se tratando da Ford, que globalmente investe em ações e campanhas com grande foco no digital, comunidades e usuários de redes sociais, podemos dizer que foi, sim, uma estratégia que reflete positivamente na marca.
MÃdias sociais, inclusive, parece fazer parte do core business da Ford. Vide a frase da bio da marca no Google Plus: “Founded by Henry Ford in 1903, we make automobiles. And we like social media.”
Inovação é business. Não é tecnologia.
Xbox Kinect e o futuro da comunicação
Não é o digital que me fascina. É a interatividade.
Ela está formando o sucesso de estratégias de comunicação neste mundo em que as pessoas não recebem mais a publicidade como antes.
Interação é envolvimento, e não há nada melhor do que isso para gerar um apelo emocional no consumidor.
Em um discurso realizado no Festival Internacional Cannes Lions, a Microsoft apresentou uma nova ferramenta chamada NUads.
Com esta ferramenta, em muito breve, os usuários do console Microsoft Xbox Kinect poderão interagir mediante a voz e movimento com a publicidade que aparecer no jogo, como também informou o The New York Times.
Este tipo de publicidade usará o mesmo sistema de captação de movimento que a Microsoft desenvolveu para o Kinect.
A empresa ainda afirmou que os mesmos anúncios utilizados para televisão poderão ser incluÃdos no console, com o valor agregado de realizar ações durante o tempo em que o usuário estiver sendo exposto a essa publicidade.
Apesar de eu dar um destaque importante para esta novidade, ela só é um exemplo que ilustra para onde a comunicação está caminhando.
A tecnologia nunca foi tão importante para o mercado da comunicação, que depende dela para sobreviver nestas constantes transformações e mudanças de hábitos do consumidor da atualidade.
Yes, We Tweet!

As eleições presidenciais dos Estados Unidos se aproximam, e, com elas, começam a aparecer as novas genialidades estratégicas de marketing do presidente Barack Obama, candidato a reeleição.
Em 2008, Barack Obama e seus assessores de RP e comunicação foram responsáveis por instituir inovadoras táticas de marketing polÃtico, que serviram de referência para os mais diversos candidatos a cargos públicos, inclusive no Brasil.
Em geral, as estratégias eram concentradas na internet e outras plataformas digitais.
Não sendo diferente, a nova onda de ideias comunicativas para aproximar os eleitores do presidente, também candidato, Barack Obama, se voltam para o universo digital com novos e importantes ensinamentos.
A mÃdia reportou neste último final de semana o fato de Barack Obama estar pessoalmente, agora, por trás dos posts realizados em seu perfil no Twitter.
Para alguns, isso pode parecer não significar muito. Porém, prestem atenção em uma coisa:
Depois que Barack Obama inspirou milhares de polÃticos do mundo todo, que seguiram modelos similares de estratégia de presença e relacionamento na internet, não há como negar que, quando o assunto é comunicação, o presidente Obama tem um enorme potencial influenciador sobre demais polÃticos e executivos. Ou seja, esta nova e brilhante estratégia de se colocar como mentor de seus tweets no microblog, pode, sim, ser mais uma tática de marketing polÃtico capaz de se popularizar, e não somente nos Estados Unidos.

Como mencionado por diversos veÃculos internacionais e a própria assessoria de RP do presidente norte-americano, a partir de agora, todos os tweets do @BarackObama que forem assinados com “BO” são os escritos pelo próprio Obama.
Isso faz parte da nova estratégia da campanha polÃtica, que já começou no Partido Democrata, para a eleição presidencial a ser realizada em 2012.
Barack Obama vai expor suas opiniões pessoas sobre os mais diversos assuntos, sem ter que passar pelos seus assessores, únicos responsáveis por este Twitter antes dessa mudança.
Agora, Barack Obama fará mais uma escola, ensinando todos os polÃticos que a humanização da comunicação faz aumentar a empatia do público eleitor, que prioriza, como nunca, os candidatos mais transparentes.
Marcas são feitas com as pessoas
Co-criação, redes sociais, interatividade, anúncio de televisão e internet. Nada disso é novo, certo?!
O que não é assim tão comum são as possibilidades de conseguir mesclar esses formatos, tendências e inovações.
Alguém uma vez comentou que o Facebook era a nova Rede Globo, devido ao grande número de marcas e anunciantes estarem investindo em um espaço com um nÃvel importante de audiência.
Mas a grande diferença de um Facebook para uma Rede Globo é a possibilidade de interação e engajamento. Algo que uma emissora de televisão, e não importa qual seja ela, ainda não consegue fazer.
Em uma rede social qualquer como o Facebook, a mensagem da marca pode ser reverberada, passada a diante e viralizada.
Vantagens como essa tornam o Facebook, a única grande rede social capaz de suportar presenças efetivas de marcas e ativações de marketing, essa Rede Globo da internet.
Outro modelo de envolvimento de marca com consumidores é a co-criação, mas que também não é nova.
Mas o que é a co-criação na sua essência? É um ato social que contempla a participação de pessoas na produção/criação de alguma coisa que é, na realidade, executado por uma corporação.
Agora, imagina como pode ser valioso para uma marca juntar co-criação e rede social para potencializar o envolvimento com as pessoas, ou melhor, com os consumidores. É o social intrÃnseco à marca, de verdade.
É exatamente isso que a Volkswagen está fazendo no Canadá.
Ela foi ao Facebook, se aproveitou da sua fanpage regional e inseriu ali uma campanha que convida os consumidores a ajudarem na criação de um novo comercial da montadora.
Mesmo ainda na primeira fase da campanha, a Volkswagen está conseguindo receber muitas participações por facilitar o processo de envolvimento, que ocorre de forma orgânica na rede social.
Vamos pegar esse exemplo para tê-lo como aprendizado.
As pessoas são feitas de estÃmulos, e as marcas, hoje, são feitas com as pessoas.
Da interatividade para a utilidade

O Brand Utility trouxe uma nova dinâmica de relacionamento entre marcas e consumidores. E os aplicativos mobile são meios que conseguem materializar de forma bastante efetiva essa interação.
Com a chegada do calor no hemisfério norte, mais especificamente na Europa, a Budweiser apresentou um aplicativo para diversos devices (iPhone, Android, Blackberry e Nokia), no mercado da Irlanda, que oferece descontos na compra de cerveja de acordo com a temperatura ambiente do local onde os consumidores se encontram. Quanto maior o calor, maior o desconto.
A operação do Budweiser Ice Cold Index é simples: Para ter acesso aos vouchers dos descontos, os usuários precisam fazer um download do aplicativo e consultar a temperatura local, que é divulgada sempre às 13h00 local. Em seguida, devem pedir para funcionários de bares parceiros da iniciativa um código para validar o voucher.
Quando a temperatura ultrapassa um limite pré-definido, a cerveja é grátis!
Mas não é só o mobile que permite a aproximação com consumidores por meio de uma ação que envolva Brand Utility, ou seja, serviços que trazem alguma utilidade para o consumidor. No meios digitais em geral, os ambientes interativos disponibilizam conteúdos personalizados. Dessa forma, marcas como a Kia, que agora começou a oferecer downloads de músicas gratuitas todas as semanas em parceria com a emissora de televisão Adult Swim, ganham melhores oportunidades de expor o posicionamento da sua marca e seus produtos.
A iniciativa da Kia dos Estados Unidos, representada pelo modelo Kia Soul, favorece os consumidores ao apresentar e democratizar novidades da música, pois eles carregam uma caracterÃstica urbana, moderna e jovem. Tudo a ver com a marca, tudo a ver com o que os consumidores desejam.
Marcas como essas ensinam pra gente que precisam ser úteis. So assim elas não serão consideradas distantes dos seus consumidores.
Da conversação para a conversão

Sabe o que todas essas marcas acima tem em comum? De acordo com o site Social Commerce Today, todas oferecem algum tipo de venda no Facebook.
Até pouco tempo atrás, as redes sociais eram consideradas somente um canal com papel fundamental para estabelecer diálogo entre marcas e consumidores.
Mesmo hoje são muitas as marcas que investem nessas redes apenas para estreitar a relação com consumidores por meio de conversas e, consequentemente, ganhar empatia deles a ponto de estimular o consumo de seus produtos ou serviços em algum momento.
As redes sociais, portanto, ainda são vistas como a ponte para uma posterior atividade transacional por parte do consumidor, mas não é o mesmo ponto de vista que tem todas essas marcas que estão no quadro, que já iniciaram investimentos em “Social Commerce“, esse varejo online que envolve o relacionamento entre pessoas.
Isso sempre ocorreu em se tratando de comércio, porém, quando isso se expande para os relacionamentos no universo digital, então, pode ser considerado inovador e muito estimulante, principalmente se lembrarmos que hoje há no mundo aproximadamente um bilhão de pessoas nas redes sociais.
E o chamado F-Commerce, nome dado ao sistema de varejo online baseado exclusivamente no Facebook, é um importante modelo de “Social Commerce”.
Como no Facebook os usuários já estão predispostos a se envolver com uma marca, a mesma começa a disponibilizar também a opção de compra de seus produtos ou serviços através da rede social, para que o consumidor ganhe tempo. Além disso, este tipo de iniciativa reforça as boas percepções que os usuários/consumidores tem dessa marca.
No Brasil, ainda são poucas as marcas que estão investindo nesse universo. Porém, não deve demorar muito para o “boom” também ocorrer por aqui.
Abaixo, um infográfico da SpinBack, também retirado deste site, mostra alguns números e curiosidades sobre esse mercado em expansão:

Marcas tornam grátis conteúdos antes pagos
Embora não seja nova, essa tendência vêm se acentuando à medida que se criam novas barreiras de conteúdos pagos em veÃculos e meios de comunicação.
Nos Estados Unidos, Volvo, Ford e Microsoft oferecem conteúdo premium grátis para usuários em várias ações com o mesmo objetivo: conquistar consumidores através de diferentes propostas de valor, contextualizadas em regalias.
Graças a montadora Volvo, neste mês, usuários de iPad, iPhone e iPod Touch podem baixar o aplicativo At Bat 11 para ver os jogos de baseball do campeonato norte-americano via streaming, de forma gratuita. Normalmente, estas aplicações estão disponÃveis apenas para assinantes do MLB.TV, site oficial da Major League Baseball.
Outra montadora, a Lincoln, propriedade da Ford Motors, selecionou 200 mil leitores da versão online do The New York Times, jornal que anunciou recentemente a retomada do sistema de pagamento do acesso ao conteúdo. A Lincoln, no entanto, está patrocinando a assinatura digital para 2011. Porém, não vai arcar com o pagamento dessas assinaturas, mas garante que aumentará, e muito, o seu investimento em anúncios na versão online do The New York Times.
Por último, um destaque para a Microsoft, que foi muito inteligente ao disponibilizar a assinatura do perÃodo de um mês para o portal de vÃdeos Hulu (que cobra U$8,00, aproximadamente) aos usuários que fizerem o download da última versão do seu navegador Internet Explorer.
Importante lembrar também que, em uma ação curta realizada no ano passado, o WSJ abriu seu conteúdo pago por um dia com o patrocÃnio da Honda (aqui), que encontrou uma oportunidade ali de comunicar um um novo veÃculo, na época.
O interessante é que essas medidas vão de encontro com uma tendência inversa, a do “All Free“. Conteúdo, hoje, é commodity, portanto, cobrar por ele só deve só acontecer se houver um plano infalÃvel de gratificações e benefÃcios para quem estiver optando pelo pagamento. Caso contrário, não haverá sucesso.
Este último parágrafo pode render um novo post para breve. Vou tentar me agilizar pra escrever o mais rápido possÃvel e compartilhar com vocês.











