Rio 2016, um recado para o Brasil

Postado em (Festival/Eventos, Reflexão) por Gabriel Jacob em 03-10-2009

Apesar das críticas ferrenhas em relação a candidatura do Rio, a gente sempre acaba comemorando no final.
Comemorar é bom e saudável para a nossa auto-estima tupiniquim. Mas como disse o jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, não podemos encobrir os fracassos futuros com este entusiasmo. Exemplos como o da bem sucedida Olimpíadas de Barcelona (1982) e o do fracasso do pós Atenas (2004), são referências que servem para nós tomarmos as devidas precauções antes, durante e depois dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Aliás, promessas só valem quando cumpridas!

Para fechar a semana, não vou postar nenhuma campanha referente às Olimpíadas, até porque isso eu já fiz antes. Apenas estou replicando este primoroso recado dado pelo Jabor durante o Jornal da Globo, horas antes do anúncio oficial que declarou a cidade do Rio de Janeiro como cidade sede das Olimpíadas de 2016.

Aqui, só desejo duas coisas: que as nossas autoridades considerem este recado com atenção e levem a sério esta nova jornada que virá pela frente. Também deixo meus parabéns ao Rio, ao Brasil e aos brasileiros. Boa sorte para todos nós! Que venha 2014 e 2016 ;-)

Televisão, a velha forma de fazer publicidade

Postado em (Comportamento, Mídia e Consumo dos Meios, Pesquisa, Reflexão, Tecnologia, Tv Films) por Gabriel Jacob em 23-09-2009

Este comercial sobre a eficiência da publicidade na televisão, foi feito para a Thinkbox, uma empresa britânica de comercialização de espaços na TV para o mercado publicitário, que descobri navegando na internet.

Observe que um psiquiatra mergulha no subconsciente do paciente, e descobre que não há nada além de anúncios clássicos de televisão. O contexto deste cômico anúncio parece representar a velha maneira do marketing se aproximar das pessoas, como um canal de comunicação de via única, onde as marcas simplesmente empurravam as suas mensagens ao seu público.

Esse anúncio teria sido perfeito antes do aparecimento dos canais de mídia digital, pois todos sabemos que enquanto o investimento em publicidade na televisão e nas outras mídias tradicionais cai assustadoramente, o investimento em mídias digitais cresce com frequência. O motivo é simples, e foi diversas vezes dito aqui no blog: os consumidores já não são mais tolos, e sabem quando certo conteúdo está ali apenas para vender alguma coisa. Com tantas tecnologias novas surgindo, o consumidor se tornou parceiro das marcas, produzindo, editando, colaborando de diversas formas - a favor de uma relação duradoura e recíproca - marca x consumidor.

O futuro do jornalismo pode estar na exclusividade

Postado em (Mídia e Consumo dos Meios, Reflexão, Tendência) por Gabriel Jacob em 18-09-2009

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Nas últimas semanas, o magnata de mídia estadunidense, Rupert Murdoch, provocou alvoroço no mundo editorial quando proferiu alguns pitacos, tais como: “O jornalismo de qualidade não é barato“. Isso levou à sua decisão de começar a cobrar, em muito breve, pelo acesso online aos seus muitos jornais espalhados pelo mundo. Se vai dar certo ou não, só a bola de cristal poderá nos dizer. Porém, se Murdoch conseguir o que quer, os dias da cultura gratuita da internet estarão contados.

Wall Street Journal e Financial Times cobram por acesso ao conteúdo online, e apostam no modelo híbrido: mix de conteúdo pago com conteúdo gratuito. The Economist e The New York Times também anunciaram que irão cobrar por parte de seus conteúdos na internet.

Porém, existe uma tendência que eu vejo com verdadeiros bons olhos por ser menos “intromissiva” e mais “racional”.
Acontece que, no lugar do conteúdo, alguns jornais estão planejando cobrar por serviços exclusivos em busca da salvação deste tenebroso dilema.

O Le Figaro descreveu seu projeto de criar um espaço “especial” para os assinantes. Estes mesmos assinantes poderão ser contemplados com opções exclusivas na área do lazer, cultura e esporte. Em seguida foi a vez do diário britânico The Guardian, anunciando que estava testando a idéia de abrir um “club member” cheio de benefícios aos utilizadores que pagam pelo serviço. Dias atrás o grupo alemão Axel Springer diz preparar a introdução de sistemas de pagamento para conteúdos digitais exclusivos de vários de seus jornais em aplicativos de iPhone.

Em julho deste ano, uma notícia do Gawker mencionava os planos do The New York Times em oferecer serviços pagos para membros distintos. É o que a companhia chamaria de NYT Gold e NYT Silver: pacotes com custo anual de U$ 150 e U$ 50, respectivamente, enfatizados por benefícios como passeios à redação, obtenção de vídeos exclusivos dos jornalistas e um acesso ilimitado a todo acervo do New York Times são alguns dos benefícios que ainda estão sendo estudados.

Agora, quando o Le Figaro, por exemplo, disse que vai cobrar dos internautas apenas pelo acesso à uma parte exclusiva do site, alimentada por jornalistas exclusivos também, não quer dizer que eles estão cobrando por seu conteúdo básico e tradicional. Eles estão, na verdade, cobrando por exclusividade.

Perceba o quanto a palavra “exclusiva” e suas variáveis apareceram neste post. O que isso quer dizer, meu povo?

Se o futuro for mesmo a base da cobrança, não será feito através de conteúdo, e sim da exclusividade.

Fica aqui apenas uma luz ;)

:: Crédito do cartoon - Joe Heller.

Blockbuster decide mudar seu modelo de negócio

Postado em (Branding, Curiosidades, Inovação/Interatividade, Marketing, Mídia e Consumo dos Meios, Reflexão, Tecnologia, Tendência, Web 2.0/Internet) por Gabriel Jacob em 16-09-2009

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Embora não tenha tido nenhum anuncio único e oficial, a mídia norte-americana revelou que a Blockbuster está mesmo planejando mudar completamente seu modelo de negócio para driblar a falência. O problema se remete principalmente aos novos hábitos dos consumidores, que preferem alugar filmes através da internet e outros meios alternativos.

De acordo com a Reuters, a Blockbuster pretende fechar 960 lojas até o final de 2010. Um número maior do que o esperado. Afinal, pra que pagar a mensalidade por grandes “mansões” se o produto comercializado pode ser oferecido virtualmente?

Primeiramente, a Blockbuster está analisando seus concorrentes principais e mais ascendentes: NetFlix e RedBox.

Um dos primeiros modelos que a empresa deve assumir é algo semelhante ao adotado pela NetFlix, que não tem lojas físicas e faz todas as suas entregas à partir de pedidos feitos pelo site, oferecendo filmes também via streaming. Sendo assim, a empresa já desenhou seu plano de oferecer vídeos on demand por meio de provedores online. Outra opção, também estudada pela Blockbuster, é substituir o arrendamento de imóveis, colocando quiosques em lojas e outros locais (como faz a RedBox). Um relatório oficial da empresa foi encontrado no site da Comissão de Valores Imobiliários dos Estados Unidos, e ratifica o plano da Blockbuster em busca de renovar sua estrutura, transformando-se numa empresa de conteúdo e entretenimento. Anytime, Anywhere.

As boas novas começarão a ser percebidas ao médio e longo prazo. Sendo para o bem da empresa e dos consumidores, vamos torcer para que dê tudo certo.

| Com fonte do The Big Fat Marketing, US. Securities and Exchange Commission, CrunchGear e Estado.

ProXXIma 2009 | Reflexão

Postado em (Festival/Eventos, Reflexão) por Gabriel Jacob em 03-09-2009

proxxima2.jpgTerminou há pouco o segundo e último dia do ProXXIma 2009. Uma enxurrada de conteúdo interessante para quem gosta de reciclar alguns conhecimentos.

Apesar de não ter tido algo absolutamente novo e alguma receita infalível para o sucesso proeminente de nossas idéias e investimentos, um evento como esse, que considera a importância de debater questões do futuro, nos propicia momentos de dúvidas, incertezas e reflexões totalmente válidas. Sair de lá sem ao menos nos questionarmos de uma coisa ou outra, significa que o evento não conseguiu condizer com seu real propósito: espremer a nossa “cachola”.

A grande maioria dos palestrantes e painelistas se prenderam em abordar principalmente as mudanças de hábitos do consumidor; o que já era meio esperado. Achei que faltou dar um pouco mais de ênfase na pluralidade dos contextos apresentados durante o evento, apesar de alguns temas serem distintos.

goldeggs.jpgDe qualquer forma, ficou mais do que claro que a internet e os meios digitais são parte do maior foco dos especialistas e empresas que trabalham marketing, mesmo que as mídias tradicionais ainda sejam grandes centralizadoras de audiência massiva e, de certa forma, respeitável.

A sociabilidade, a participação ativa, a agilidade e a interatividade proporcionadas pelos novos meios de comunicação fazem desse ecossistema tecnológico a “galinha dos ovos de ouro” desse novo momento enfrentado por nós, guerreiros dessa batalha sem fim.

Walter Longo, VP de estratégia e inovação da Y&R, foi feliz quando comparou a Revolução Industrial com a atual revolução na forma como consumimos mídia hoje em dia, fato batizado por ele de “mídiamorfose“. De acordo com Walter, essas são as duas maiores revoluções já enfrentadas pela humanidade até hoje.

E muito está sendo feito para tentar mudar e chegar ao mais próximo do que o consumidor de hoje realmente deseja.
Essa busca pela efetividade de um investimento 100% assertivo, acontece em todo mundo, inclusive no Brasil, de forma experimental. É fato. Vivemos num mundo de experimentos. Contudo, vivemos arriscando, e isso é bom.

Imagina só se tudo nesse mundinho em que vivemos fosse totalmente alinhado, não houvessem dúvidas, transformações e complexidades, o quão chato e sem graça ele seria. Vamos aproveitar que estamos no meio de um vulcão em plena erupção e começar rapidamente a investir neste avanço e superar o medo.

A publicidade não salva mais os veículos

Postado em (Comportamento, Inovação/Interatividade, Mídia e Consumo dos Meios, Reflexão, Web 2.0/Internet) por Gabriel Jacob em 28-08-2009

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Não há como negar que os veículos de comunicação precisam buscar novos formatos publicitários, e, claro, de receita, para desafiar a constante perda de grana, devido à falta de interesse dos anunciantes e outras tantas razões.

Portais de conteúdo, principalmente os de veículos tradicionais como WSJ, The Economist, NYT, Estadão.com, entre outros, são os que mais sofrem com a nova realidade. São eles que precisam provar que investir em internet é uma forma rentável, já que a audiência toda está migrando (ou já migrou) para esse ambiente.

Para complicar ainda mais, as velhas formas de publicidade não são validas no novo cenário. Não adianta simplesmente migrar de plataforma.

Como o leitor - cada vez mais desconfiado e impaciente - já não quer ser interrompido, os portais de conteúdo sofrem para encontrar a poção mágica que tornará seus veículos rentáveis e altamente sustentáveis.

No último dia do Digital Age 2.0, o co-fundador do YouTube, Chad Hurley, afirmou  que “conteúdos diferentes exigem formatos publicitários diferentes”, implicando que o grande lance é diversificar as formas de rentabilizar o seu conteúdo, e não se prender a um único formato ou a uma única plataforma. Uma colocação tão reflexiva quanto a frase: “The best advertising is not advertising“, dita pelo fundador da agência AKQA, Ajaz Ahmed.

Mas e aí?

Além de buscar outras formas não-publicitárias para reverter a situação, como cobrar por conteúdo específico ou pacotes de acesso diferenciado (Premium, por exemplo), os veículos já não podem focar apenas em formatos de publicidade tradicional como nós a conhecemos. Publicidade com cara de publicidade já não é mais a bola da vez. Uma das coisas que devem ser feitas é buscar maneiras de inserir a marca dentro do conteúdo, de forma relevante, sem que ela seja taxada de imprópria e intrusiva. Uma tafera difícil, isso sim. Mas que deve ser considerada desde sempre.

United Breaks Guitars

Postado em (Reflexão, Tendência, Vídeos Virais) por Gabriel Jacob em 12-07-2009

Poderia ser só mais um sucesso de visualizações no Youtube, mas o clipe musical “United Breaks Guitars” é mais do que isso. Composta pelo músico canadense Dave Carroll, a música é uma crítica ao ocorrido entre a companhia aérea United Airlines e o cantor.

Os responsáveis pelo transporte de bagagens da United Airlines destruiram a guitarra do músico. O descuido, alertado por uma testemunha que estava no mesmo avião de Dave, revoltou o músico e a sua equipe.
Meses após o fato, sem ter recebido nenhum reembolso, Dave e sua banda, Sons of Maxwell, criaram este clipe para criticar a companhia aérea, chamando a até de “destruidora de guitarras“. O vídeo, lançado na semana passada, é o primeiro de três vídeo-críticas que Dave Carroll pretende produzir para difamar a imagem da companhia.

United Breaks Guitars conta com mais de 2 milhões de views e 12.756 comentários, tornando-se um verdadeiro hit musical nos Estados Unidos. Assista acima!

A Conclusão é:

Clientes insatisfeitos nunca tiveram tantas possibilidades e espaços para poder criticar algo e até popularizar as difamações. A vulnerabilidade das empresas se tornou um fator preocupante. O que resta as empresas é saber gerir de forma coerente e precisa para que se tenha uma boa saída diante dos possíveis acontecimentos. Afinal de contas, errar é humano.

Invertido