Mais um Natal se foi. Uma data sagrada para muitos, onde comemos e bebemos além da nossa necessidade, e sempre damos aquela velha desculpinha: ” dia seguinte é só light “. E é bem nessa data “sagrada” que cometemos um dos maiores pecados da humanidade: a “gula”. Irônico, não!?
Comemos além da conta, deixamos de lado aquele peso na consciência e nos tornamos seres devoradores de aves e derivados. Coisas do canibalismo natural.
Mas isso eu digo só para ressaltar como é engraçada essa nossa rotina vital do dia a dia, ainda mais em um ano como esse. Dois mil e sete foi o ano mais rápido que eu me lembre até agora, não sei se o excesso de compromissos ( final de faculdade, trabalho e primeiro ano de blog ) pôde ter afetado nessa minha conclusão, mas não sou somente eu que digo isso.
Com essa correria, eu e o Marcel decidimos não parar as postagens tão logo, até porque ainda não entramos naquele verdadeiro ritmo de férias, assim como muitos de nossos leitores.
E é nesses tempos de canibalismos, imediatismos e “democracias digitais”, que vemos cada vez mais projetos e inovações que chegam para superar nossas expectativas. É o caso do SuperTube, que acabei conhecendo recentemente, e me despertou um interesse bastante grande, principalmente por ser um espaço ainda mais democrático e facilitador para qualquer pessoa criar seu próprio anúncio publicitário, basta ter uma câmera filmadora e um computador para criar sua conta no site.

O Supertube é uma mistura de youtube + ebay + mercado livre + primeiramão… Lá se vende e anuncia seus principais produtos e serviços, via web, de maneira rápida e prática, se tornando também uma ferramenta capaz de suprir necessidades de pequenas agências e micro-empresas, por que não!?
Torço muito para que esse programa dê certo, até porque foi uma idéia geniosa, unindo coisas que geralmente os usuários já utilizavam, só que de maneira segmentada, o youtube e o mercado livre separados, por exemplo.
Torço também para que todas essas pessoas que foram abençoadas por terem acesso a câmeras e computadores em um país de altíssimo nível de diferenciações socias, tenham também a chance de terem sido abençoados com a dádiva da criatividade. Imagine você se não seria bacana assistir propagandas inteligentes criadas por pessoas normais, sem mesmo terem um segundo grau completo. Seria bacana e ao mesmo também meio chocante, ainda mais agora que acabo de me formar na faculdade, com título de Publicitário ( será que isso quer dizer alguma coisa? ).
Para finalizar o post de hoje, gostaria de interligar esse tema com um assunto que veio me chamando atenção ultimamente.
Muitos falam que agências de publicidade não existirão mais no futuro ( futuro distante ), até por causa dessas tantas facilidades que os próprios consumidores tem em criar e compartilhar propagandas e anúncios. Sinceramente não sou tão radical a ponto de falar na extinção de uma agência lá no futuro, mas acredito e defendo a idéia que lá na frente, uma agência deixará de ser exclusivamente uma prestadora de serviços para se tornar mais uma prestadora de consultoria.
Vindo para o trabalho nessa manhã, me deparei com uma iniciativa bem bacana de um banco, e decidi compartilhar com vocês.
No caminho que eu faço todos os dias para cá, paro com meu carro sempre no mesmo sinal vermelho de um cruzamento da rua Joaquim Floriano, aqui no Itaim Bibi. Em uma das esquinas desse semáforo, existe um banco ( não vou dizer qual é, senão fica parecendo jabá ), só posso dizer que é um banco bastante conhecido e popular, mas vale ressaltar que esse é daqueles segmentados para o público mais “top”, sabe!?
O bacana, é que no estacionamento do estabelecimento, todas as plaquetas das vagas dos cliente está escrito “Vaga Exclusiva“, algo que não deixa de inflar ainda mais o ego desses nossos amigos mais abonados.
Uma iniciativa que nem sempre a gente para pra perceber e refletir, mas que não deixa de ser bem executada, já que ela só tende a agradar e fidelizar ainda mais aquele cliente vip.
Agora, espero que não seja aquele meu sono matutino que me fez achar essa iniciativa algo “postável”, mas acredito, agora um pouco mais acordado, que essa seja sim uma idéia simples mas que mereça atenção.