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Marcas começam a se aproveitar do Instagram

Por Gabriel Jacob  |  17.01.2011

Com mais de 1 milhão de usuários no mundo todo, o Instagram é mais uma daquelas ferramentas que simbolizam o sucesso das redes sociais e aplicativos mobile.

Fundada pelo brasileiro de nome americano Mike Krieger, o Instagram também cresce com rapidez no Brasil. O país já é o 4º do mundo em número de usuários.

Utilizada, por enquanto, apenas por usuários de iPhone, o aplicativo de fotos traz funcionalidades de customização e socialização, pois permite utilizar diferentes tipos de filtros para as fotos, como também seguir e/ou ser seguido por amigos.

Há poucos dias, o meu amigo Zannin postou no Brain#9 sobre uma discreta iniciativa da Levi’s Brasil, que utiliza o Instagram para compartilhar fotos das peças da nova coleção. O post, bastante reflexivo, vale ser lido.

Hoje, passeando pelos meus feeds, descubro que já existe mais uma marca que está se aproveitando deste novo fenômeno chamado Instagram. É a rede NH Hoteles, da Espanha.

De acordo com o site Yorokobu, a rede de hotéis business class está convocando as pessoas a compartilhar e imortalizar fotos poéticas que, de alguma forma, ilustram e refletem o conceito da nova campanha da NH Hoteles: “Wake Up to a Better World“.

Os usuários que querem participar, precisam apenas submeter fotos no Twitter, via Instagram, acompanhadas da hashtag #WakeUpPics.

Gifts virtuais relacionados com a NH Hoteles são enviados aos usuários que tem suas fotos utilizadas pela marca.

Embora seja uma promo bastante segmentada, considero este último exemplo super pertinente pelo simples fato de estar associado com o que o aplicativo realmente oferece: oportunidade para as pessoas compartilharem suas visões pessoais do dia a dia, de modo poético, criativo e artístico.

Mesmo que tímidas ainda, ações como essas duas demonstram o interesse das marcas em se adaptar às novas tendências providas pelo frenético e hiperativo ambiente digital.

Experimentação virtual é nova tendência

Por Gabriel Jacob  |  08.12.2010

Quando começaram a utilizar a realidade aumentada, muita gente ficava de boca aberta por qualquer coisa legalzinha que era produzida, em razão da tecnologia ser nova e, portanto, tudo parecia mágico. Porém, o tempo foi passando, e a realidade aumentada começou a saturar, tendo em vista o tanto de gente que quer se apropriar da tecnologia apenas por sentir-se obrigado a inovar, mas, que no fundo, não sabe para o que aquilo realmente vai servir.

São algumas as exceções que realmente geram algum apelo emocional ao usuário da tecnologia, uma obrigação para a marca que aposta na tecnologia ao seu favor.

Uma tendência que tem sido vista com certa frequência, são as experimentações virtuais.

Através da realidade aumentada, não importando se o meio é o computador, o mobile, ou qualquer outro, produtos e serviços podem ser testados a ponto de otimizar o processo de escolha do consumidor.

O Contagious, uma das minhas principais fontes de pesquisa e referência, postou hoje um ótimo modelo de experimentação virtual de calçados da Converse.

A R/GA de Nova Iorque lançou um aplicativo de realidade aumenta para iPhone que permite aos usuários experimentar qualquer calçado do catálogo, simplesmente apontando o smartphone para os seus pés.

Mas este não é o único modelo que ilustra essa tendência.

A Cisco, por exemplo, é uma empresa que acredita muito nesta forma de experimentação. Sua visão de futuro do varejo está ligada ao formato de experimentação por realidade aumentada, como podemos ver no vídeo a seguir.

Outras marcas internacionais também chamaram a atenção por iniciativas semelhantes, entre elas a marca de relógios Tissot. Nos mesmos moldes da Converse, só que usando o computador como base, permitiu que os consumidores experimentassem virtualmente os produtos do seu portfólio.

Enquanto existir utilidades e boas ideias de adaptação para o marketing, a realidade aumentada pode continuar sobrevivendo como uma tecnologia benéfica e criativa.

O necessário rejuvenescimento da Polaroid

Por Gabriel Jacob  |  07.12.2010

Lembram daquele post “Impossível rejuvenescer sem o digital“? Pois bem, a partir deste “insight”, podemos observar marcas com maior necessidade de investir no ambiente digital, para melhorar sua relação com os consumidores, tornando-as mais acessíveis a quem, hoje, demanda por serviços úteis, ferramentas mais dinâmicas e inovação.

Nos últimos tempos, a marca Polaroid passou por um significante “renascimento”. Com vários projetos envolvendo internet, mídias sociais e, agora, mobile, trouxe a marca de volta ao universo jovem, até então receoso aos seus produtos por causa da digitalização das máquinas fotográficas.

Seu mais novo projeto, um aplicativo de iPhone bem bacana que permite aos usuários escolher entre quatro configurações de fotos, editando e compartilhando elas por e-mail e/ou redes sociais, é um bom exemplo desta frequente modernização buscada pela retro-inovadora marca de câmercas fotográficas.

Update or die! Alguém discorda? :-)

Para baixar o aplicativo, que custa $1.99 na Apple iTunes store, clique aqui!

O que as marcas podem aprender com o Wikileaks?

Por Gabriel Jacob  |  07.12.2010

Alerta vermelho! Os Estados Unidos está sob ataque!

Mas, desta vez, o Pentágono não entrou na briga. Foi apenas a diplomacia a responsável por (tentar) colocar um fim neste interminável terror imposto ao governo americano e seus aliados.

A Al-Qaeda cibernética não é composta por homens bomba, muito menos é originária do Oriente Médio. Sua sede é na Europa, e seu principal lider, um australiano.

As bombas desta ameaça chamada Wikileaks não estão em forma de explosivos e pólvoras, mas estão em forma de informação.

Composta por hackers empenhados em coletar e compartilhar informações governamentais sigilosas, o Wikileaks está executando o pior ataque aos Estados Unidos depois do 11 de setembro.

Mas você deve estar se perguntando: O que isso tem a ver com o conteúdo deste blog?

O que podemos concluir, com toda essa polêmica, é que estamos passando por um momento de conscientização da mudança na atmosfera da informação e do conteúdo, transformada pelo excesso de transparência obtido graças à democracia imposta pela internet e sua facilidade de acesso a tudo.

Para as marcas, hoje preocupadas em saber se adaptar a todas essas revoluções e evoluções, fica o exemplo do Wikileaks para entender como é importante saber monitorar, controlar e lidar com as informações “soltas” na rede. Informações essas que podem denegrir uma reputação, assim como estão fazendo com os Estados Unidos, por exemplo.

O mundo atual é “wiki”, colaborativo, aberto. Portanto, é extremamente necessário que haja mudanças também na política das empresas e das marcas que sentem necessidade de manter sua boa imagem.

MTV: Screen Generation

Por admin  |  01.12.2010

Na manhã de hoje, fui ao evento de divulgação do novo Dossiê MTV: Universo Jovem, que tinha “Screen Generation” como título, uma referência aos jovens que consomem conteúdo de forma fragmentada nos mais variados tipos de telas: computador, televisão, celular e etc.

O vídeo-documentário, com um pouco mais de 1h30 de duração, abordou temas comportamentais através de entrevistas (qualitativas e quantitativas) com jovens e especialistas. No entanto, antes da apresentação do vídeo, a diretora geral da MTV fez uma introdução contando um pouco sobre alguns insights que surgiram após as pesquisas, e lembrou que, para os jovens, não existe o offline e o online, pois o que interessa é o conteúdo.

Ela também comentou sobre o fato dos jovens aceitarem mais a web quando podem participar dela. Ou seja, ela simplesmente confirmou uma tendência que discutimos há um bom tempo: o poder da colaboração e o anseio dos jovens em interagir com o conteúdo e com os outros usuários.

Outra coisa que não podemos preterir, de forma alguma, é a capacidade que o jovem tem de consumir diferentes tipos de meios em um mesmo momento.

“Eles estão na internet com a televisão ligada, com o fone, ouvindo música e estudanto. É uma forma muito louca de consumir mídia”, destaca um profissional de mídia.

Entretanto, os profissionais de mídia entrevistados relembram que os jovens estão presentes nas novas mídias, mas também nas mídias tradicionais – o que nos faz refletir sobre um velho preconceito de adaptação de meios diante deste público. Nós, comunicólogos, não podemos ter nenhum tipo de preconceito. E isso ficou mais claro depois da apresentação deste material.

Sobre mobilidade, a pesquisa destacou o meio mobile como algo básico para este público. Os jovens de hoje não conseguem viver sem o celular. Aliás, um gráfico desta nova edição do Dossiê indica que o celular é o meio que mais cresceu.

De 2008 a 2010, houve um aumento de 14% no número de jovens com celular.

A internet também evoluiu em 3% no mesmo período, mas a televisão continua sendo o principal meio.

Apesar de não haver muitas informações reveladoras e surpreendentes, eu concluo que , quando o assunto é os jovens de hoje, precisamos dar uma atenção especial, pois ele é diferente de qualquer outro público. Um público que, por sua natureza, é multitarefa e capaz de receber muitas informações ao mesmo tempo. Além do mais, o jovem anseia por novidade o tempo todo.

Tal comportamento faz com que eles se percam facilmente no meio do caminho, podendo não se envolverem com mais profundidade em uma plataforma ou um conteúdo. Por isso a importância de estarmos muito atentos as suas reais necessidades e as formas de como aproxima-los mais daquilo que queremos passar à eles.

Comunidade online pode diferenciar uma commodity

Por Gabriel Jacob  |  29.11.2010

Não importa a marca da manteiga. Elas são todas muito parecidas. Sua essência é praticamente a mesma: ser base para o acompanhamento ou preparo de algum prato. Então podíamos considerá-la uma commodity?

Se não é, está perto de ser.

Anos atrás, quando a comunicação ainda era muito restrita de meios e plataformas, diferenciar um produto que fazia parte de uma commodity era quase impossível. Até existem alguns cases, mas podemos contar nos dedos de uma mão.

Com o advento das possibilidades impostas pela internet e os seus “meios sociais”, surgem oportunidades e mais oportunidades para as marcas se conectarem com seus consumidores – como é o caso da comunidade online criada pela marca britânica de manteigas, Lurpak.

Famosa por sua ampla comunicação, a marca resolveu lançar, há alguns meses, o Bake Club, para apaixonados por cozinha.

Os membros podem convidar amigos para participar da rede social e compartilhar receitas usadas a base de manteiga Lurpak.

Uma galeria de fotos mostra pratos e refeições variadas criadas e postadas pelos próprios consumidores.

Várias outras ferramentas permitem uma forte participação dos membros, que, ao todo, somam mais de 10 mil.

Assim, a marca se faz presente no dia a dia dos consumidores de maneira mais envolvente. E como nos dias de hoje reter a atenção dos consumidores é uma tarefa árdua, esta iniciativa diferencia a marca de toda a categoria, pois ela não só oferece seus produtos, mas também um serviço capaz de inflar a relação emocional com os seus consumidores, por um longo período.

Este é um exemplo isolado, mas que pode servir como referência até para outras marcas que façam parte de categorias mais associadas a uma commodity, não acham?

- Ilustração por I Am Collective (www.amicollective.com).

EBP 2010: A Involução da Evolução

Por Gabriel Jacob  |  19.10.2010

Também tivemos a honra de receber uma das mentes mais brilhantes do mercado, o polêmico Fernand Alphen.

Alphen, que também é blogueiro, participou de uma sabatina inspirada na do Cavallini, igualmente mediada pelo Eric Messa.

O vídeo desta apresentação, completa a série de gravações feitas no EBP 2010.

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