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O edifício colaborativo da Gafisa
Dando continuidade no que foi abordado no último post sobre marcas que são feitas com as pessoas, recebi uma dica bacana de outra referência que vale destacar.
Aqui no Brasil, a construtora Gafisa deu um passo adiante no processo de consolidação da sua presença digital, criando uma projeto colaborativo, centralizado no Facebook.
Na primeira fase do projeto, qualquer pessoa poderá sugerir, através da fanpage, o nome do prédio que será construído.
Na próxima etapa serão sugeridas ideias para os apartamentos, para as áreas de lazer, sobre sustentabilidade e também sobre tecnologia. Algumas dessas sugestões serão testadas no programa “Testando grandes ideias”. Serão vinte programas veiculados no Discovery Channel a partir de julho.
O projeto terá seu fim em setembro quando as todas as ideias selecionadas serão encaminhadas para a área de projetos da Gafisa, para concepção desse edifício.
Depois de mostrar ao mundo o poder da co-criação na produção de um carro colaborativo, com o projeto nacional do Fiat Mio, o Brasil é mais uma vez protagonista de uma estratégia que ilustra a força do envolvimento de consumidores com as marcas, através do digital.
A dica é do Renan Abranches
Marcas são feitas com as pessoas
Co-criação, redes sociais, interatividade, anúncio de televisão e internet. Nada disso é novo, certo?!
O que não é assim tão comum são as possibilidades de conseguir mesclar esses formatos, tendências e inovações.
Alguém uma vez comentou que o Facebook era a nova Rede Globo, devido ao grande número de marcas e anunciantes estarem investindo em um espaço com um nível importante de audiência.
Mas a grande diferença de um Facebook para uma Rede Globo é a possibilidade de interação e engajamento. Algo que uma emissora de televisão, e não importa qual seja ela, ainda não consegue fazer.
Em uma rede social qualquer como o Facebook, a mensagem da marca pode ser reverberada, passada a diante e viralizada.
Vantagens como essa tornam o Facebook, a única grande rede social capaz de suportar presenças efetivas de marcas e ativações de marketing, essa Rede Globo da internet.
Outro modelo de envolvimento de marca com consumidores é a co-criação, mas que também não é nova.
Mas o que é a co-criação na sua essência? É um ato social que contempla a participação de pessoas na produção/criação de alguma coisa que é, na realidade, executado por uma corporação.
Agora, imagina como pode ser valioso para uma marca juntar co-criação e rede social para potencializar o envolvimento com as pessoas, ou melhor, com os consumidores. É o social intrínseco à marca, de verdade.
É exatamente isso que a Volkswagen está fazendo no Canadá.
Ela foi ao Facebook, se aproveitou da sua fanpage regional e inseriu ali uma campanha que convida os consumidores a ajudarem na criação de um novo comercial da montadora.
Mesmo ainda na primeira fase da campanha, a Volkswagen está conseguindo receber muitas participações por facilitar o processo de envolvimento, que ocorre de forma orgânica na rede social.
Vamos pegar esse exemplo para tê-lo como aprendizado.
As pessoas são feitas de estímulos, e as marcas, hoje, são feitas com as pessoas.
Sampling e envolvimento no Facebook

É perceptível o avanço das estratégias de F-Commerce. Algumas mais ousadas, outras menos: Vendas diretas, compras coletivas e até Tryvertising aparece por lá. São provas de que esse novo modelo de varejo online já é uma realidade.
Mas o que vale compartilhar aqui sãs as boas ideias, como esta da promo lançada pela rede de fast-food libanesa B2B (Breakfast to Breakfast), de Beirute.
No mural da página da B2B no Facebook, eram postadas fotos de lanches e os fãs da página eram convidados a “marcar” as fotos. Os que primeiro “marcavam” as fotos, ganhavam a oferta. Essa é a razão do nome da promo: “Tag & Win”.
Enquanto realizava a promo, que há pouco foi encerrada, as pessoas ajudavam a viralizar a marca e promover a FanPage da B2B para seus amigos, naturalmente.
Assim que eu gosto! Por isso costumo dizer que a simplicidade é a melhor amiga do engajamento.
T-Mobile recria Angry Birds da vida real
Muito boa essa ação de oportunidade criada pela operadora T-Mobile para difundir seus serviços, pegando carona no sucesso de Angry Birds.
Foi instalado um cenário igualzinho ao jogo no centro de Barcelona, o que possibilitou as pessoas a interagir com uma mecânica real e os personagens físicos.
A ação inusitada virou um flashmob, que virou anúncio e até já começou a ser viralizado em redes sociais e centenas de blogs e sites pela internet a fora.
Quem ainda não viu, é só dar o play no vídeo acima!
Da interatividade para a utilidade

O Brand Utility trouxe uma nova dinâmica de relacionamento entre marcas e consumidores. E os aplicativos mobile são meios que conseguem materializar de forma bastante efetiva essa interação.
Com a chegada do calor no hemisfério norte, mais especificamente na Europa, a Budweiser apresentou um aplicativo para diversos devices (iPhone, Android, Blackberry e Nokia), no mercado da Irlanda, que oferece descontos na compra de cerveja de acordo com a temperatura ambiente do local onde os consumidores se encontram. Quanto maior o calor, maior o desconto.
A operação do Budweiser Ice Cold Index é simples: Para ter acesso aos vouchers dos descontos, os usuários precisam fazer um download do aplicativo e consultar a temperatura local, que é divulgada sempre às 13h00 local. Em seguida, devem pedir para funcionários de bares parceiros da iniciativa um código para validar o voucher.
Quando a temperatura ultrapassa um limite pré-definido, a cerveja é grátis!
Mas não é só o mobile que permite a aproximação com consumidores por meio de uma ação que envolva Brand Utility, ou seja, serviços que trazem alguma utilidade para o consumidor. No meios digitais em geral, os ambientes interativos disponibilizam conteúdos personalizados. Dessa forma, marcas como a Kia, que agora começou a oferecer downloads de músicas gratuitas todas as semanas em parceria com a emissora de televisão Adult Swim, ganham melhores oportunidades de expor o posicionamento da sua marca e seus produtos.
A iniciativa da Kia dos Estados Unidos, representada pelo modelo Kia Soul, favorece os consumidores ao apresentar e democratizar novidades da música, pois eles carregam uma característica urbana, moderna e jovem. Tudo a ver com a marca, tudo a ver com o que os consumidores desejam.
Marcas como essas ensinam pra gente que precisam ser úteis. So assim elas não serão consideradas distantes dos seus consumidores.
My Marriot Hotel
Não há como ignorar que os jogos sociais são a nova moda entre os usuários de internet, principalmente os que estão no Facebook (53% dos logins no Facebook, em todo mundo, são para jogar - AllFacebook).
Por ser uma tendência, as marcas se preocupam em criar estratégias baseadas nessas plataformas, sejam elas intervindo em jogos já consagrados ou até mesmo criando seus próprios jogos.
Nesta semana foi a vez da rede hoteleira Marriott criar um jogo para Facebook que pretende otimizar o processo de caça-talentos. O My Marriott Hotel é, assim como a grande maioria dos demais “Social Advergames” uma espécie de Farmville. Porém, neste caso, a tarefa é gerir a cozinha de um hotel da rede. Os jogadores precisam comprar os ingredientes, preparar refeições e tornar os clientes satisfeitos. Vence o jogador que melhor executar as tarefas do dia-a-dia.
No entanto, os pontos acumulados não vão corresponder a um novo emprego, pois o jogo servirá apenas para seduzir e aumentar o interesse de potenciais colaboradores.
No final do ano passado, a Nestlé criou o Purina Pet Resort, outro um jogo social em forma de simulador que permite montar e gerenciar um resort para animais de estimação.
Via WeFind
Topshop: Instagram Gallery

A loja de departamentos londrina, Topshop, preparou um mimo para seus clientes neste verão: Uma sessão de maquiagem seguida de uma sessão de fotos tiradas pelo Instagram.
Os participantes podem escolher o filtro e estilizar suas próprias imagens, que seguem para impressão em cartões postais e a possibilidade de serem postadas na galeria de fotos da fanpage da Topshop no Facebook, ou diretamente nas fotos dos perfis de cada um, na rede social.
Não é uma novidade ver uma marca apostando no Instagram. Alguns exemplos, inclusive, já foram postados aqui e aqui. Só que, dessa vez, a Topshop mostrou que também é possível recompensar seus clientes mais fiéis com o bom uso da ferramenta, sem que eles sejam necessariamente usuários ou hipsters.












