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Marcas tornam grátis conteúdos antes pagos

Por Gabriel Jacob  |  06.04.2011

Embora não seja nova, essa tendência vêm se acentuando à medida que se criam novas barreiras de conteúdos pagos em veículos e meios de comunicação.

Nos Estados Unidos, Volvo, Ford e Microsoft oferecem conteúdo premium grátis para usuários em várias ações com o mesmo objetivo: conquistar consumidores através de diferentes propostas de valor, contextualizadas em regalias.

Graças a montadora Volvo, neste mês, usuários de iPad, iPhone e iPod Touch podem baixar o aplicativo At Bat 11 para ver os jogos de baseball do campeonato norte-americano via streaming, de forma gratuita. Normalmente, estas aplicações estão disponíveis apenas para assinantes do MLB.TV, site oficial da Major League Baseball.

Outra montadora, a Lincoln, propriedade da Ford Motors, selecionou 200 mil leitores da versão online do The New York Times, jornal que anunciou recentemente a retomada do sistema de pagamento do acesso ao conteúdo. A Lincoln, no entanto, está patrocinando a assinatura digital para 2011. Porém, não vai arcar com o pagamento dessas assinaturas, mas garante que aumentará, e muito, o seu investimento em anúncios na versão online do The New York Times.

Por último, um destaque para a Microsoft, que foi muito inteligente ao disponibilizar a assinatura do período de um mês para o portal de vídeos Hulu (que cobra U$8,00, aproximadamente) aos usuários que fizerem o download da última versão do seu navegador Internet Explorer.

Importante lembrar também que, em uma ação curta realizada no ano passado, o WSJ abriu seu conteúdo pago por um dia com o patrocínio da Honda (aqui), que encontrou uma oportunidade ali de comunicar um um novo veículo, na época.

O interessante é que essas medidas vão de encontro com uma tendência inversa, a do “All Free“. Conteúdo, hoje, é commodity, portanto, cobrar por ele só deve só acontecer se houver um plano infalível de gratificações e benefícios para quem estiver optando pelo pagamento. Caso contrário, não haverá sucesso.

Este último parágrafo pode render um novo post para breve. Vou tentar me agilizar pra escrever o mais rápido possível e compartilhar com vocês.



6 Respostas Adicione seu Comentário

  1. Leandro 06.04.2011
    em 5:43 pm

    Erro de digitação no título. ;)

  2. Lucas Teixeira 06.04.2011
    em 6:02 pm

    Gabriel,
    acho esse tema ótimo. Por coincidência, essa semana entrei em contato com o livro “Free” do Chris Andersen.
    Ele discute bastante o tema, dá alguns exemplos de produtos do Google, aborda possibilidades de outras empresas fazerem o mesmo e finaliza “criando a evolução do capitalismo: a sociedade do Free”.
    Talvez valha usá-lo como contraponto no teu próximo texto ;)

    Abraços!

  3. Gabriel Jacob 06.04.2011
    em 7:42 pm

    Distração… Valeu, Leandro!

  4. Josh Weiss 12.04.2011
    em 2:26 pm

    Muito legal. Verdade que isto não é uma ação nova, mas ele aproveita da propria notícia do lançamento de barreiras da The New York Times (no caso de Lincoln) – que é um tema quente aqui nos EUA . Tambem, posso ver como hoje em dia esta ação incorpora social media (tipo cada RT recebe direito ao mesmo accesso, ou enquanto mais RT que são feitos, mais accesso que a Lincoln dá, etc.).

  5. Alexandra Oliver 13.04.2011
    em 4:39 pm

    com os devidos créditos em:
    http://www.oliverstuff.wordpress.com

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