
Sexta feira passada tive o prazer de participar de um ótimo debate.
Na verdade, foi mais para uma palestra super interessante do que um debate. Ela ocorreu no último dia da semana da propaganda aqui de Porto Alegre com o nome de: A fila anda – Um debate sobre inovação na comunicação.
Porque eu achei a palestra tetra interessante? Porque ela foi ministrada por um time de quatro feras do mercado publicitário gaúcho:
Eduardo Axelrud – Diretor de criação da Escala
Thiago Ritter – Diretor da agência de web W3 Haus
Lucas Mello – Sócio-diretor da LiveAD
Rony Rodrigues – Sócio Fundador e presidente da Box1824
A palestra funcionou com cada profissional falando um pouco da sua empresa, seus métodos e seus cases (um dia ainda faço um post mais específicos porque temos pontos sensacionais). Mesmo com quatro pessoas falando, a palestra não se tornou repetitiva, o que foi muito bom. E como o assunto da palestra foi esses novos rumos da comunicação e do consumidor, era óbvio que o tema ia, mais cedo ou mais tarde, cair no assunto mais delicado: a remuneração.
Palestra a parte, este assunto é muito comentado hoje em dia. Primeiro: estas novas tecnologias e novas formas de interagir com o consumidor (viral, marketing de guerrilha, advergames, etc) são com uma precificação muito subjetiva. O mercado brasileiro de agências de propaganda já é acostumado ao BV (bonificação por volume) e com a porcentagem que o veiculo repassa para a agência da verba do cliente. Estes dias estávamos conversando em sala de aula que se hoje esta pratica fosse abolida, amanhã rios de agências quebrariam. O fato que a maioria de nós vamos ser responsáveis pelo mercado publicitário de alguns anos pra frente. Temos que pensar os velhos métodos e ver se não está no momento de darmos um passo adiante.
Tem empresas que defendem estas velhas maneiras de fazer negócio na nossa área. Pórem, o antigo feijão-com-arroz não esta funcionando mais (esse vídeo da bullet explica bem isso). Na minha opinião, uma das melhores formas para se cobrar um trabalho é através de um valor mensal fixo. E vai ser aquele valor, independentemente que eu aplique ele todo na TV ou que eu faça um evento, ou um viral ou uma guerrilha. É necessário um envolvimento da agência e do cliente para que isso aconteça. E esse relacionamento tem que ser mantido com amizade. O cliente precisa entender que nós não somos apenas um prestador de serviços, e sim, um “sócio” da empresa dele. O sucesso de ambos depende deste relacionamento.
Mas e vocês, leitores do Adivertido, qual a opinião sobre esse (delicado) assunto? Como diria o capitão planeta: o poder é de vocês!
5 Responses for "O processo de remuneração das agências"
Fala Marcel,
Em um artigo do caderno de Economia do Estadão uma vez, estavam falando sobre o crescimento do mercado publicitario diante do PIB nacional.
Por incrivel q pareca, o valor esta estagnado ha anos em uma média de 1%, e o porque disso?
As agencias esquecem q chegou a hora de inovar e criar novos meios de faturamento e remuneração, acabar de vez com esse metodo ” quadrado” de comercialização de midia e BV.
Isso acontece desde que a propaganda ainda nem era tendencia.
Agora, acredito q temos a obrigação de oferecer novos meios para essa comercialização, valorizando tbm todas as partes de uma agencia, oferecendo formatos comerciais para projetos, ideias, periodicidade entre outras mecanicas que fogem um pouco desse
formato convencional.
Depois veremos o quanto a participação do mercado publicitario em nosso PIB vai realmente se tornar algo significante.
Um abraço,
Gabriel
Hahahahhahaha
Eu comecei a ler e me deparei com a frase “aqui de porto alegre”. Pensei: desde quando o Gabriel mora em poa? Esqueci que tu agora é chique e tem parceiro.. hehe
Beijinhos,
Luciana
Jacob,
Com relaçao ao comentario deixado no Uau!
Isso é uma formula nacional. EM outros paises é possivel assistir comercias com outras abordagens.
Um apelo forte ate com a forma de organizaçao social brasileira:
FERIADO/DESCOMPROMISSO/ RIR-SE DE TUDO/…
e por ai vai..
Uau!
Belo post marcel…é bom mesmo q os blogs de publicidade começem a tocar nesse assunto..,
Abraço
Concordo tbm…
As velhas formas de remuneração das agencias tem q mudar oo mais rapido possivel
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