Como eu havia prometido, tirei o dia de hoje para falar de mais um tema interessante que foi abordado no Seminário de Mídias Sociais que participei neste último sábado.
Colaboração, coletividade e comunidades, essas são as palavras chaves para
o que andam chamando por aí de COWORKING*.
Tema que foi apresentado por André Avório, evangelista do Barcamp.

Mas afinal, o que é isso?
Tentarei explicar da melhor forma:

Os leitores do ADivertido, devem se lembrar de um post recente na qual falávamos da tendência de trabalhar em casa.
Pois é, isso para muitos pode ser ótimo, para outros pode ser sinal de um ambiente solitário e até mesmo egoista, já que o relacionamento físico/social fica para trás, e a única forma de interação com as pessoas acaba sendo apenas através da tela de um computador.

Para isso se transformar, espaços colaborativos, onde profissionais independentes, free- lancers e etc, podem se reunir e trocar experiências e conhecimentos, podendo chegar até mesmo há um projeto cooperado, entre os pofissionais que ali se encontram.

Dentre eles, pode se encontrar designers, jornalistas, profissionais liberais, estilistas, executivos que carregam projetos sociais e etc… Com certeza uma ótima alternativa para quem queira compartilhar seus projetos com pessoas interessadas e descompromissadas muitas vezes. O que já é tendência na Europa e arredores, o Coworking começa a embarcar no Brasil, e São Paulo já tem até seu endereço. Rua Bela Cintra, 409, Jardins.

Este espaço em São Paulo, chamado de Hub, está apenas começando, e já traz formas inovadoras de colaboração, onde todos os colaboradores participam da construção e reforma de uma antiga gráfica da capital.

Ao comentar esse fato aqui na agência ontem, começaram a pipocar críticas e discussões sobre este assunto.

Para alguns, a criação dessas startups aqui no Brasil, bate de frente com a nossa brutal diferença social, que permeia todas as regiões do país.

Ou seja, em países do hemisfério norte, onde esse projeto já deu certo, as pessoas vivem com uma certa base social equalizada, ou melhor, menos diferença social.

Se para estar participando destes espaços colaborativos há uma necessidade de desembolsar uma grana para o aluguel, acredito que para os brazucas menos favorecidos, haja uma grande dificuldade de arriscar suas chances nessas startups. Já os mais abonados, que tem uma renda mais satisfatória, e se consagra do outro lado do rio que divide nossa sociedade, haveria poucas chances de estarem contribuindo ou participando dessa nova forma de trabalho independente, já que eles, os profissionais mais enriquecidos do nosso país , vivem em torno de uma rede social já estabelecida, não necessitando de uma aposta em algo que ainda nem começou a florir por aqui.

Para entender os detalhes da Hub SP, visite o blog criado especialmente para isso:http://hubsp.wordpress.com/

Deixem suas opiniões sobre essa nova tendência.

Caso seja sua primeira passagem pelo ADivertido,

este blog trata de assuntos ligados à comunicação, comportamento, tendências

e inovação.

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