Experimentação virtual é nova tendência

Quando começaram a utilizar a realidade aumentada, muita gente ficava de boca aberta por qualquer coisa legalzinha que era produzida, em razão da tecnologia ser nova e, portanto, tudo parecia mágico. Porém, o tempo foi passando, e a realidade aumentada começou a saturar, tendo em vista o tanto de gente que quer se apropriar da tecnologia apenas por sentir-se obrigado a inovar, mas, que no fundo, não sabe para o que aquilo realmente vai servir.
São algumas as exceções que realmente geram algum apelo emocional ao usuário da tecnologia, uma obrigação para a marca que aposta na tecnologia ao seu favor.
Uma tendência que tem sido vista com certa frequência, são as experimentações virtuais.
Através da realidade aumentada, não importando se o meio é o computador, o mobile, ou qualquer outro, produtos e serviços podem ser testados a ponto de otimizar o processo de escolha do consumidor.
O Contagious, uma das minhas principais fontes de pesquisa e referência, postou hoje um ótimo modelo de experimentação virtual de calçados da Converse.
A R/GA de Nova Iorque lançou um aplicativo de realidade aumenta para iPhone que permite aos usuários experimentar qualquer calçado do catálogo, simplesmente apontando o smartphone para os seus pés.

Mas este não é o único modelo que ilustra essa tendência.
A Cisco, por exemplo, é uma empresa que acredita muito nesta forma de experimentação. Sua visão de futuro do varejo está ligada ao formato de experimentação por realidade aumentada, como podemos ver no vÃdeo a seguir.
Outras marcas internacionais também chamaram a atenção por iniciativas semelhantes, entre elas a marca de relógios Tissot. Nos mesmos moldes da Converse, só que usando o computador como base, permitiu que os consumidores experimentassem virtualmente os produtos do seu portfólio.
Enquanto existir utilidades e boas ideias de adaptação para o marketing, a realidade aumentada pode continuar sobrevivendo como uma tecnologia benéfica e criativa.
Coke Zero Island

A presença da Coca-Cola em Israel devia servir de exemplo para outros mercados.
Por lá, a marca explora como ninguém o brand experience, aguçando o envolvimento dos consumidores com o conceito global da marca: “Open Happiness“.
Com o objetivo de aumentar a notoriedade da sua marca no paÃs, durante o verão foi montada uma ilha artificial próxima da costa do Mar Vermelho, onde se oferecia aos visitantes uma experiência única de amostragem e entretenimento.
Uma vez que os visitantes chegavam à ilha, eles eram recompensados com muita Coca-Cola Zero. E podiam beber desfrutando do sol e a brisa em uma piscina gigante que continha o logo da marca.
Houve também performances ao vivo de dança, e uma variedade de jogos e shows musicais.
Centenas de fotos foram tiradas diariamente e enviadas para a página da marca no Facebook, deixando a audiência online com muita inveja. Lá, no Facebook, as pessoas ainda podem compartilhar as melhores fotos da experiência com os amigos.
Os visitantes da ilha também receberam um “Benefits Bracelet” da Coca-Cola Zero, concedendo-lhes descontos em muitas lojas, restaurantes, bares e outros locais.
Como resultado consequente, além da boa visibilidade, fidelização e conquista de novos consumidores, a promo impulsionou o rápido aumento no número de fãs da Coca-Cola Zero no Facebook, ultrapassando os 2 mil membros. Um número positivo, tendo em vista a dimensão do paÃs e o número da população local.
Engajado, este público terá ainda mais motivos para amar a Coca-Cola.
Assista abaixo o vÃdeo case criado pela Promarket.
Via Cream Global.
O necessário rejuvenescimento da Polaroid
Lembram daquele post “ImpossÃvel rejuvenescer sem o digital“? Pois bem, a partir deste “insight”, podemos observar marcas com maior necessidade de investir no ambiente digital, para melhorar sua relação com os consumidores, tornando-as mais acessÃveis a quem, hoje, demanda por serviços úteis, ferramentas mais dinâmicas e inovação.
Nos últimos tempos, a marca Polaroid passou por um significante “renascimento”. Com vários projetos envolvendo internet, mÃdias sociais e, agora, mobile, trouxe a marca de volta ao universo jovem, até então receoso aos seus produtos por causa da digitalização das máquinas fotográficas.
Seu mais novo projeto, um aplicativo de iPhone bem bacana que permite aos usuários escolher entre quatro configurações de fotos, editando e compartilhando elas por e-mail e/ou redes sociais, é um bom exemplo desta frequente modernização buscada pela retro-inovadora marca de câmercas fotográficas.
Update or die! Alguém discorda?
Para baixar o aplicativo, que custa $1.99 na Apple iTunes store, clique aqui!
O que as marcas podem aprender com o Wikileaks?

Alerta vermelho! Os Estados Unidos está sob ataque!
Mas, desta vez, o Pentágono não entrou na briga. Foi apenas a diplomacia a responsável por (tentar) colocar um fim neste interminável terror imposto ao governo americano e seus aliados.
A Al-Qaeda cibernética não é composta por homens bomba, muito menos é originária do Oriente Médio. Sua sede é na Europa, e seu principal lider, um australiano.
As bombas desta ameaça chamada Wikileaks não estão em forma de explosivos e pólvoras, mas estão em forma de informação.
Composta por hackers empenhados em coletar e compartilhar informações governamentais sigilosas, o Wikileaks está executando o pior ataque aos Estados Unidos depois do 11 de setembro.
Mas você deve estar se perguntando: O que isso tem a ver com o conteúdo deste blog?
O que podemos concluir, com toda essa polêmica, é que estamos passando por um momento de conscientização da mudança na atmosfera da informação e do conteúdo, transformada pelo excesso de transparência obtido graças à democracia imposta pela internet e sua facilidade de acesso a tudo.
Para as marcas, hoje preocupadas em saber se adaptar a todas essas revoluções e evoluções, fica o exemplo do Wikileaks para entender como é importante saber monitorar, controlar e lidar com as informações “soltas” na rede. Informações essas que podem denegrir uma reputação, assim como estão fazendo com os Estados Unidos, por exemplo.
O mundo atual é “wiki”, colaborativo, aberto. Portanto, é extremamente necessário que haja mudanças também na polÃtica das empresas e das marcas que sentem necessidade de manter sua boa imagem.
McDonald’s concede benefÃcios através de geolocalização mobile

As novas mÃdias estão mesmo permitindo que haja uma interação muito melhor entre marcas e consumidores.
Seja através de serviços ou plataformas de entretenimento, elas (as novas mÃdias) suportam ideias que antes eram impossÃveis de se imaginar, ainda mais agora, em que fica cada vez mais difÃcil reter a atenção do “infiel consumidor”.
Depois que a TBWA\Berlin criou o Unloqable, um produto web que oferece conteúdos digitais por meio de localização do usuário, o McDonald’s, cliente da casa, decidiu se apropriar para lançar uma promo inovadora que concede benefÃcios ao cliente com smartphone que der check-in (utilizando Foursquare ou Facebook Places) em qualquer loja do McCafé da Alemanha.
Daqui até o Natal, ao realizar o check-in, o cliente/usuário recebe opções para baixar, de graça, cupons, vÃdeos, trechos de músicas e outros conteúdos para download.
Neste caso, a agência foi além. Ela inovou ao experimentar com seu cliente um novo serviço proprietário ao invés de comprar ou se adaptar a algum outro qualquer.
Uma lição para que as agências de comunicação comecem a pensar em diferentes possibilidades de melhorar a percepção das marcas de seus clientes sem que haja a necessidade de fazer apenas “propaganda”.
O Natal sensual e interativo da La Senza
Para celebrar o Natal ao mesmo tempo em que apresenta sua coleção de lingeries, a canadense La Senza criou um vÃdeo musical onde lindas garotas, cada uma representando uma nota, formam, juntas, uma tradicional canção natalina. Detalhe: todas estão semi-nuas, vestindo apenas as lingeries da coleção.
No hotsite criado pela Karmarama, elas aparecem com o mesmo “traje”, porém, quem comanda as notas, ou melhor, as meninas, é o próprio usuário, criando, assim, uma canção personalizada.
Outro detalhe: é possÃvel comprar qualquer uma das lingeries vestidas pelas garotas do site, em apenas um clique.
A importância das mÃdias sociais na campanha Catar 2022
Depois de uma acirrada disputa para receber a Copa do Mundo de 2022, o emirado do Catar conseguiu levar a primeira Copa ao Oriente Médio.
As razões para a escolha podem ser muitas, inclusive invadem o campo das polêmicas, mas, após analisar com mais profundidade as campanhas de todos os candidatos, ficou claro que a decisão de hoje obteve um suporte significativo das mÃdias sociais.
Após divulgar o vÃdeo com o projeto dos impressionantes estádios, alguns até com sistema de refrigeração por ar-condicionado, o boca a boca veio à tona.
Milhares de views e pessoas comentando sobre a arrojada proposta do pequeno paÃs árabe em sediar o maior evento mundial de futebol.
A organização da campanha de candidatura apostou fortemente na internet, após descobrir que havia uma audiência massiva de simpatizantes à espera de mais informações e dispostos a se engajar e promover, espontaneamente, a candidatura do Catar, para seus respectivos contatos em redes sociais como o Facebook, por exemplo.
Esta rede social, no entanto, ganhou uma atenção especial, pois, em muito pouco tempo, a página da campanha no Facebook, ultrapassou os 500 mil fãs, entre eles, muitos são originários de paÃses vizinhos e árabes, como Arabia Saudita, Egito, Jordânia e LÃbano.
Inclusive, um dos dirigentes da candidatura do Catar, Hassan Al Thawadi, defendeu a importância da internet e das mÃdias sociais para o sucesso de toda a campanha.
There is a groundswell of public support building for our bid across the Middle East and further afield, and these numbers back that up. Our online support is particularly impressive given lower Internet penetration in the Middle East, especially when compared with North America and Europe. Most of it is coming from young people aged 13-24 and, interestingly, around one-quarter is from girls and women.
Our online support represents just the tip of the iceberg for a region that is passionate about football. With the population of the Middle East set to double to more than 700 million in the next decade, over one-half of whom will be under 30, there are huge opportunities to grow the game across the Middle East, and this is something we will be communicating to FIFA when we present to its executive committee next week.
O Catar não é um paÃs com tradições esportivas, mas toda a região é composta por apaixonados por futebol.
Para se ter uma ideia, quando eu estava no LÃbano, no começo deste mês, eu zapeava os canais de televisão e o que mais se via eram jogos de futebol e programas sobre esportes. Este é um exemplo de que, com toda a audácia, riqueza e, também, a paixão dos xeques pelo futebol, teremos, em breve, uma das Copas mais espetaculares de todos os tempos.










