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Impossível “rejuvenescer” sem o digital

Por Gabriel Jacob  |  21.09.2010

Como parte do esforço arrojado de branding para reposicionar as cenourinhas crocantes Baby Carrots, a CP+B e a unit9 desenvolveram o Xtreme Xrunch Kart, um mobile game que faz uso do microfone do iPhone.

Segundo a descrição App Store:

Radical aerials. Badical explosions. Are you XTREME enough? Then grab your baby carrots, you’re gonna need ’em bro! Strap into your rocket-powered shopping kart and blast through five different XTREME levels. Crunch into actual baby carrots near your mic to unleash unholy speed bursts and perform XTREME aerial tricks. Wicked!

For best results, crunch your baby carrots about six inches from the microphone, play in a quiet spot, and plug in your headphones.

Além do mobile game, um novo site, mais moderno, dinâmico, cheio de conteúdo e inspirado nos sites de marcas mais “cool”, pois também utiliza uma boa integração com redes sociais, faz parte da estratégia de presença digital da “nova” Baby Carrots.

Para quem não se lembra, esta campanha de reposicionamento de marca teve a intenção de tornar o produto mais atrativo para crianças e jovens, um público geralmente acostumado com junk e fast food.

A partir de agora, portanto, as novas embalagens das cenourinhas crocantes Baby Carrots são vendidas em forma de saquinhos de salgadinhos e também podem ser encontradas em vending machines.

Como se vê neste caso, mesmo se a estratégia de branding por si só for muito forte, fica impossível ignorar os meios digitais, ainda mais quando o rejuvenescimento da marca e do target fazem parte do brief.

Turkish Airlines: Social Trippin

Por Gabriel Jacob  |  19.09.2010

Eu, que trabalho com comunicação há alguns anos, percebo que, a cada dia que passa, os anunciantes se mostram mais interessados em redes sociais. E as dúvidas do tipo: quando, quanto e como investir, são só algumas delas.

As respostas podem ser imediatas ou não. Mas não importa. O que mais importa, para os anunciantes, é a enorme necessidade em ter que se aproximar dos seus clientes e consumidores através destes pontos de contato, mais democráticos e interativos.

Quem teve uma boa ideia, partindo da premissa de estar (obrigatoriamente) antenada com tudo o que diz respeito às redes sociais, foi a Turkish Airlines, a maior e mais conhecida companhia aérea da Turquia.

Há algum tempo, a empresa virou referência ao começar a investir na criação de perfis em várias redes sociais, e promoções difundidas nestes perfis. Mas não era isso que bastava para a Turkish Airlines ficar satisfeita. Foi então que a empresa decidiu dar início ao Social Trippin, que é nada menos do que um evento para debater as inovações e as tendências das redes e mídias sociais como plataformas de comunicação e relacionamento.
O Social Trippin ocorre quatro vezes por ano, e acontece em cidades destino onde a companhia aérea opera. Londres e Berlin, por exemplo, já sediaram suas edições.

Especialistas de várias áreas, programadores, publicitários, blogueiros e jornalistas estão sempre entre os convidados. Mas quem realmente ganha com o evento são os colaboradores da Turkish, que aprendem e compartilham conhecimentos, durante o encontro. Além de servir como uma ferramenta para melhorar a vivência dos colaboradores com as redes sociais, o Social Trippin colabora para instituir uma sólida política interna de uso das redes sociais, o que hoje é muito comum no universo corporativo.

Perrier derrete consumidores

Por Gabriel Jacob  |  17.09.2010

Através da Pearl Media, a Perrier colocou paineis interativos nas cidades de Nova York e Los Angeles, que simulam o derretimento das pessoas. O objetivo é lembrá-los da campanha que alertava para o problema do aquecimento global.

Pepsi se junta a Doritos no Crash The Super Bowl

Por Gabriel Jacob  |  17.09.2010

Doritos não está mais sozinha no maior projeto de crowdsourcing do mercado publicitário. O novo “player” do famoso Crash the Super Bowl, é ninguém menos que a Pepsi.

A marca de refrigerantes surpreendeu a mídia especializada dos Estados Unidos ao anunciar sua parceria com a marca de snacks da Frito-Lay.

O patrocínio do projeto Crash the Super Bowl, esse ano, realizado em conjunto entre Doritos e Pepsi Max, vai contemplar prêmios em dinheiro não só para o primeiro colocado.

No mais, o que me interessou foi ver mais uma grande marca, famosa por suas estratégias de marketing e comunicação, apostar no talento criativo dos consumidores. Só resta saber se a parceria vai dar continuidade ao sucesso do projeto, como sempre aconteceu.

Atendimento bancário via Facebook

Por Gabriel Jacob  |  14.09.2010

Quando eu falava que as redes sociais seriam capazes de abrigar qualquer conteúdo ou serviço, não imagina que até os setores mais conservadores e fechados, como é o caso do setor bancário, poderia escancarar sua presença digital.

Conheço alguns “bancos 2.0″ (vide Prosper e Wasabe), mas um banco tradicional que migrou o serviço de atendimento, por exemplo, para uma rede social, é uma grande surpresa.

Quem inovou assim foi o ASB Bank da Nova Zelândia.

Na página do banco no Facebook, os internautas podem falar com os funcionários em tempo real, através de um chat privado. Ainda possível solicitar informações sobre empréstimos bancários, poupanças e até saber como efetuar câmbios de moedas para viagens.

O banco garante o sigilo das conversas e disponibiliza atendimento 7 dias por semana, das 8 horas às 21 horas. No momento em que este post está sendo escrito, o serviço virtual está inacessível por conta do fuso neozelandês.

De acordo com o WeFind, site na qual tirei a informação, em breve também vai ser possível fazer transferências.

Quanto maior torna-se a tendência de marcar presença institucional em uma rede social, me pergunto se ter um site vai mesmo ser necessário.

A importância do digital para o Branded Content

Por Gabriel Jacob  |  09.09.2010

Os anunciantes estão hoje com interesse redobrado em Branded Content e Branded Entertainment – “disciplinas” conhecidas há muito tempo, mas que respondem bem a necessidade de se criar, cada vez menos, formatos invasivos e baseados num padrão de publicidade comercial.

As oportunidades de interagir com o conteúdo e a interface, assim como o aumento da exposição da marca em formatos mais duradouros, o que sairia muito caro se veiculado em uma mídia tradicional, como é o caso da televisão, melhoram a expectativa dos anunciantes em relação ao potencial dos meios digitais como “agregadores de valor”.

Com a convergência mais consolidada entre as mídias e plataformas, trabalhar o alcance combinado de TV digital, internet e dispositivos móveis, facilita a produção de conteúdos mais envolventes, capazes de oferecer mais interação entre as marcas e os seus consumidores, onde quer que eles estejam.

Sem falar que, com a internet, temos o auto poder de “viralização”, onde os consumidores se tornam anunciantes e porta-vozes espontâneos da marca, uma coisa que não ocorre em outro lugar a não ser este meio digital.

Se um dos receios antes era o restrito acesso à banda larga, no Brasil, o que impediria a produção de conteúdos em vídeo ou animações, este já não é mais um empecilho, ou melhor, não deveria, pois os números crescem em ritmo acelerado. Só para ter uma ideia, o acesso à internet com banda larga móvel, por exemplo, cresceu nada menos do que 227%, aqui no Brasil, segundo um recente estudo realizado pela Teleco e Anatel.

Hoje, o que importa é centralizar a atenção no consumidor, em seus anseios e necessidades. Não faz mais sentido criar alternativas egocêntricas que só resolvem o problema do impacto.

QR Code nas lojas da GAP

Por Gabriel Jacob  |  09.09.2010

Útil para uns, inútil para outros, os QR Codes costumam causar polêmica entre as pessoas por não ser uma tecnologia muito “usável”, pois demanda a instalação de um aplicativo (leitor) para funcionar, e, muitas vezes, são utilizados apenas como apoio tecnológico, sem muita importância.

Mas, para a GAP dos Estados Unidos, não parece tão inútil assim. Pelo contrário. Depois de colocar os códigos em catálogos e anúncios de revistas e jornais, a grife decidiu implantar em suas lojas, como podemos ver na foto abaixo, postada originalmente no blog 2d Code.

Dependendo da necessidade do negócio e do público a ser impactado, eu acredito no potencial dos QR Codes, pois eles podem ampliar as possibilidades do consumidor se informar melhor sobre o produto e interagir com ele.

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