Envolvimento e originalidade são as chaves do ‘brand experience’


Convergir serviços para onde os consumidores estão aptos a interagir
Ontem, participei do evento de lançamento do LG Life’s Good LAB, uma plataforma de co-criação desenvolvida pela LG do Brasil, para coletar ideias e soluções vindas dos consumidores.
Centralizado na página do Facebook, o que faz com que a participação das pessoas ocorra mais naturalmente, o projeto é uma resposta sólida à nova demanda dos consumidores modernos – ávidos em contribuir com aquilo que há de melhor.
Embora seja a co-criação a cereja do bolo, neste projeto da LG, o que realmente me chamou a atenção foi o caso da empresa utilizar o Facebook como centralizador exclusivo de todo o serviço. Não que o Facebook seja pouco utilizado para atividades como essa, mas a exclusividade em utilizar a rede social, enriquece uma tendência muito presente no ecossistema digital, que é a substituição dos tradicionais ‘hotsites’ por redes sociais.
O fato das redes sociais abrigarem pessoas prontas para se relacionar, interagir, sofrer ou impor influência sobre os demais, facilita para que a comunicação seja mais efetiva, duradoura e envolvente.
Quem também inclui um serviço importante numa rede social, foi a Delta Airlines. A partir de agora, companhia aérea disponibiliza a venda de tickets no Facebook (apenas para usuários dos Estados Unidos).
Bob Kupbens, VP de e-commerce da companhia aérea, soltou um comentário pertinente sobre o porque deste serviço convergir para a mÃdia social: “Os clientes passam mais tempo on-line e procuram novas formas de se conectarem conosco. Agora, oferecemos tecnologia onde os clientes estão: do próprio site até a nossa página do Facebook e sites de notÃcias da Internet, e muito mais.”
Ele resumiu boa parte do que eu queria falar neste post. Foi dado o recado?
Twitter Mirror
Por mais que seja um factóide, inovações como o Twitter Mirror, colaboram com as nossas inspirações.
Depois da experiência interativa no ponto de venda, em que a Diesel integrou as funcionalidades do Facebook nos provadores, chegou a vez da varejista holandesa WE fazer o mesmo, só que com o Twitter. Assista o vÃdeo e entenda melhor o funcionamento deste serviço:
Como disse o site WeFind, da minha amiga portuguesa Milena Melo, ideias assim ajudam a acabar com aquelas chatas “dúvidas existenciais”.
O serviço Twitter Mirror é uma criação da empresa de tecnologia Redap Retail.
Planner Multitask: O perfil de Planner do futuro?

Você já deve ter ouvido algum especialista que se autodenomina ‘guru’, fazendo previsões sobre esse e outros questionamentos referentes à nossa área, especialmente planejamento. Como não existe bola de cristal, prefiro desacreditar em previsões conclusivas, mas pensar em questões que possam vir a ser consideradas a longo prazo.
Vivemos um tempo em que a concorrência, cada vez mais acirrada tanto no mercado de comunicação como corporativo, aguça a existência de profissionais especialistas – acostumados a cuidar do seu campo de atuação. Como já foi dito em outras áreas, como criação, por exemplo, talvez essa seja a grande questão. Mais do que profissionais phds em resolver situações especÃficas, precisamos de pessoas capazes de aplicar suas disciplinas no todo. Capazes de ter um olhar macro, que quebre a barreira entre áreas e departamentos.
Quando falamos de digital, na maioria dos casos, ainda é encarado como um departamento, preenchido por profissionais, até então, mais especializados nessa função.
Hoje, esta fórmula segue sem maiores problemas. Mas acredito que em breve – e já falando da minha área de atuação – serão mais valorizados os Planners Multitask.
Assim como defendemos que o bom profissional de criação é aquele que sabe criar tanto para o OFF quanto para o ON, o mesmo deve ser considerado na área de planejamento. Planejar para as marcas, e não importa pra quê, pra quem ou porque, faz parte das tarefas de um profissional de estratégia e planejamento.
Ser um planner com perfil desejado para o futuro é, portanto, ser um profissional multitarefa. E não menos importante, empenhado em estreitar a relação com a criação, tornando-se, assim, um planner mais participativo em processos criativos.
Não podemos ser apenas interativos
O mercado está desesperado. Não sabe como, onde e quando é hora de investir em inovação.
Vejo muitas marcas criando aplicativos mobile apenas para se apropriar da plataforma. É a tecnologia pela tecnologia, que até pode divertir no primeiro momento, mas acabam esquecidas, logo depois.
Não podemos esquecer que o que vale é a ideia como forma de gerar interesse e envolvimento duradouro. Precisamos ser realmente úteis. E, quando tratamos de digital, não podemos achar que a única coisa que importa é a interação com a ferramenta. Ela até pode ser um fator importante, mas, se depender da maioria das necessidades, ela, a interatividade, não sobrevive sozinha.
Ela deve vir acompanhada de um serviço relevante, centralizada nos usuários, que clamam pelo relacionamento quando estão na internet ou qualquer outra mÃdia interativa. No mais, é a utilidade que vai ser decisiva para o sucesso daquela sua ideia.
Coloque-se sempre no lugar do usuário.
Old Navy: Booty Reader
A Old Navy deve estar comemorando a repercussão da ideia criada pela CP+B, para comunicar a sua coleção de calças. Não por ser uma ideia comercialmente forte, mas por ser um serviço com apelo divertido.
Em um hotsite, a mulher mira seu bumbum na direção de uma webcam, e o “Booty Reader” revela informações curiosas baseadas na silhueta, oferecendo, também, recomendações de modelos de jeans.
Via AdCritic
Novo site da Converse e os elementos necessários para a construir uma boa experiência do usuário

Eu ia apenas escrever um tweet sobre o site da Converse, mas ficaria muito subjetivo não me aprofundar na questão sobre a qualidade da nova criação da R/GA NY.
Falar que é bom ou ruim, é fácil. Porém, a critica só se torna construtiva se ela vier acompanhada de bons argumentos.
Neste caso (www.converse.com), considerei o fato de eu estar sempre acompanhando os trabalhos da marca na internet. E diferente de tantas outras que, de fato, investem no online, a Converse é uma marca que consegue transferir seus valores institucionais de forma primorosa, para o ambiente digital.
Olhando de cima, navegando e interagindo com o conteúdo, ficou claro, pra mim, que este é um trabalho tático oriundo de uma estratégia baseada em construção de marca – uma coisa que a gente ainda não vê muito comumente. Ou seja, temos aqui um exemplo fiel de como deveria seguir a risca o trabalho tático na hora de desenvolver alguma plataforma institucional na internet, pois sua boa arquitetura de informação, usabilidade, navegação e, acima de tudo, seu conteúdo pertinente, são detalhes que fazem deste, mais um bom exemplo de trabalho que vai além da criatividade e do desenvolvimento técnico.













