Marketing sensorial. Interativo, emocional, não digital
Sempre eu comento sobre as oportunidades do digital para promover uma experiência mais envolvente entre os consumidores e as marcas.
Experimentos em que as pessoas passam a sentir a marca, fazer parte dela.
Mas experimentos emocionais não precisam necessariamente estar em um ambiente digital.
O marketing sensorial, por exemplo, que provê uma experiência viva, pode estar em qualquer lugar.
Em uma estratégia criativa realizada para a marca de purificadores de ar Febreze, destinada ao mercado norte-americano, pessoas comuns abordadas nas ruas foram convidadas a viver uma experiência real, olfativa, sentido que tem toda a pertinência para uma marca que promete deixar os ambientes livres de odores ruins.
Essas pessoas foram colocadas em lugares nojentos, como uma cozinha totalmente suja e outros ambientes mofados, só que com uma diferença: esses ambientes foram borrifados com Febreeze.
A supresa:
Por meio de câmeras escondidas, as pessoas vendadas eram filmadas e tinham que responder que cheiro elas sentiam e o que aquele cheiro as faziam lembrar.
Gravados, os vÃdeos foram parar na fanpage da marca e revelam que todas as pessoas tiveram sensações positivas e agradáveis. Alguns associavam o cheiro com praia, outros com dança e até mesmo momentos felizes.
Abaixo você pode conferir os vÃdeos dos experimentos feitos para a campanha “Breathe Happy” (Respire Feliz).
Sua marca é útil?

Percebe-se que o universo que nos ronda se torna mais complexo a cada dia, principalmente pelo motivo de haver inúmeros estÃmulos no qual somos, enquanto consumidores, expostos diariamente.
A complexidade se dá também pelo nosso perfil mais criterioso. Atualmente, a gente convive com a possibilidade infinita de escolher o que e como queremos consumir entre produtos e serviços. Infinitas marcas no PDV, infinitas mensagens publicitárias, infinitos formatos de publicidade e infinitas condições de preços. É um gigantesco leque de opções que, no final das contas, favorece bastante nós, consumidores.
Por conta dessa complexidade, as marcas que oferecem algo além da simples comunicação – aquela publicidade tradicional que apenas busca atrair a atenção para criar uma predisposição de compra – estão conseguindo melhores resultados.
Esse algo além pode ser muita coisa. Pode ser uma experiência, como também um serviço. Mas, seja qual for esse algo, ele deve vir acompanhado de alguma utilidade.
Por que?
Vejamos o caso ilustrado pela imagem acima.
Nele, em que a publicidade não só informa como também se coloca como útil para seu público, a marca de bebidas funcionais Vitamin Water (águas vitaminadas) deu a chance para as pessoas carregarem a bateria de seus dispositivos móveis e outros eletrônicos pessoais em peças de mÃdia exterior e OOH.
Além da experiência, podemos ver que existe uma grande coerência entre a marca, seu conceito e o serviço prestado. Ou seja, não adianta ser só diferente se o que a sua marca está oferecendo não consegue criar uma boa associação na cabeça do consumidor.
Esta entrega, muito mais baseada em uma atitude do que em uma mera filosofia, gera diferentes tipos de percepção sobre a marca. Percepções que constrõem uma relação duradoura entre a marca e consumidor. E, no universo da complexidade, eficazes são esses estÃmulos que contenham relações reais, envolvimentos emocionais.
Marcas não podem oferecer aquilo que elas querem, mas o que os consumidores precisam.
ToyToyota

IncrÃvel a ideia desse aplicativo de iPhone que a Toyota no Japão apresentou essa semana para entreter crianças que ficam no banco traseiro do automóvel durante longas viagens.
QR Code na tela da BBC

O uso do QR Code é sempre polêmico, ainda mais aqui no Brasil, onde a tecnologia não está enraizada na cultura como acontece principalmente no Japão, paÃs de origem do código bi-dimensional.
Mas, em alguns paÃses do primeiro mundo, com uma grande parcela da população detentora de smartphone e gadgets mais avançados, o QR Code ganha maior importância.
Nesta semana, a emissora britânica BBC apresentou uma nova série culinária com um diferencial: durante a apresentação da receita de cada prato, um QR Code aparece na tela convidando os espectadores a ter uma experiência além daquela obtida na televisão.
Ao fotografar o código com o aparelho celular, mais informações sobre a receita são disponibilizadas em um mobile site customizado para ocasião, bem como os ingredientes, métodos e dicas sobre a preparação do prato.
Uma solução inteligente para quem gosta de acompanhar a receita completa na televisão e somente depois anotar os ingredientes.
Independente da popularização da tecnologia por aqui, fico imaginando essa aplicação em anúncios publicitárias na televisão.
Se você estiver pensando em oferecer essa ideia para o seu cliente, saiba que não será o primeiro a fazer: www.adivertido.com/banco-belga-poe-qr-code-em-comercial-de-tv
Com fonte do blog 2dCode.
Even: Mundo Para Morar (*)
A Even Construtora e Incorporadora está apostando na criação de conteúdos para promover seus pilares de inovação e sustentabilidade.
Para isso foi criado o site Mundo Para Morar, que está sendo alimentado pela equipe do Update or Die com dicas sustentáveis, criativas e inovadoras para se viver bem. Os assuntos do site são arquitetura, decoração, inovação, sustentabilidade e ideias para morar melhor.
Os posts são divididos em cinco categorias: Viver, com dicas ligadas ao dia a dia em casa; Fazer, com ideias que podem ser colocadas em prática para morar melhor; Construir, com informações sobre arquitetura e construção; Tecnologia, com novidade e curiosidades na área; e Even Lab, com as iniciativas Even em inovação e Sustentabilidade em seus empreendimentos.
E como não pode faltar, o Mundo Para Morar tem uma conta no Twitter (@MundoParaMorar) e uma página no Facebook.
A campanha foi desenvolvida pela AGE Isobar e além de mÃdia digital também contará com ações em mÃdia impressa e spots no rádio.
Acesse www.mundoparamorar.com.br e conheça!
(*) Publieditorial/ Artigo patrocinado: Parte deste conteúdo é de responsabilidade do anunciante.
Aplicativo de iPhone precavê usuário de possÃveis ataques de mosquitos

O verão chegou à Europa e, com ele, as preocupações das pessoas sobre as condições climáticas do local destino onde vão passar as suas férias. Mas, além das condições climáticas, foi detectado que muitas pessoas também procuram se precaver dos mosquitos que surgem exatamente nessa época do ano, e atordoam nos momentos de tranquilidade.
Pensando nisso, na Suécia, a ThermaCell, linha de utensÃlios domésticos entre os quais estão repelentes elétricos super originais, criou um aplicativo de iPhone que promete solucionar esse problema.
Chamado de Myggrapporten, ou Relatório de Mosquitos, em sueco, o aplicativo possibilita, de maneira colaborativa, que qualquer pessoa submeta informações sobre os tipos de mosquitos descobertos na sua redondeza. Assim, demais usuários do Myggrapporten podem se precaver antes de viajar, até mesmo encontrar o melhor produto da ThermaCell capaz de afastar aquele determinado tipo de mosquito.
Mesmo parecendo ousado de mais para um nicho especÃfico, este aplicativo é mais um exemplo de como o mobile pode servir como base para boas estratégias de Brand Utility, oferecendo algo realmente útil ao consumidor através da tecnologia e da colaboração.
Ford presente no Google Plus: Estratégia ou tática?
Uma das grandes expectativas pós lançamento do Google Plus era em relação a possibilidade de marcas apostarem na plataforma como meio de comunicação. E não demorou muito para surgir a primeira.
Após cerca de uma semana, a montadora Ford criou um perfil institucional da marca na rede social do Google.
Ainda é cedo pra criticar a forma de atuação de uma marca ali, até porque a plataforma é muito nova e está em fase beta, prometendo constantes reformulações e updates ao longo dos próximos dias, a fim de atender a demanda e ganhar espaço no competitivo mercado de redes sociais, puxado principalmente pelo lÃder incansável, o Facebook.
Até o presente momento, a atuação da Ford se baseia muito em uma presença “morna” na forma de um perfil, apenas para disponibilizar conteúdos institucionais, e a interação ainda é pequena. No entanto, a rápida movimentação ao investir no Google Plus faz com que a Ford ganhe uma importante percepção ligada à inovação, além do enorme buzz que está sendo gerado pelo fato de ela defender ser a primeira marca a apostar na plataforma. Até aÃ, pontos positivos pra marca.
Agora, me questionando se a aposta da Ford foi mais pensada na tecnologia pela tecnologia, ou seja, muito tática, cheguei na seguinte conclusão:
Se a marca tivesse baixa relação com o digital e as mÃdias sociais, o investimento no Google Plus não faria muito sentido. Mas, se tratando da Ford, que globalmente investe em ações e campanhas com grande foco no digital, comunidades e usuários de redes sociais, podemos dizer que foi, sim, uma estratégia que reflete positivamente na marca.
MÃdias sociais, inclusive, parece fazer parte do core business da Ford. Vide a frase da bio da marca no Google Plus: “Founded by Henry Ford in 1903, we make automobiles. And we like social media.”
Inovação é business. Não é tecnologia.











