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McLanche Infeliz

Por Gabriel Jacob  |  29.07.2011

Post do leitor Bruno Mastrocolla.

Você compraria um carro batido ou um livro faltando páginas? Ou quem sabe se interessaria por um pastel de feira estragado ou por um pote de nutella pela metade?

Tenho certeza que qualquer ser humano em condições normais diria não as perguntas acima.

Na ultima sexta feira, dia 22, tive uma experiência um tanto quanto infeliz em uma grande rede mundial de restaurantes, o Mcdonalds. Tenho que confessar que, como estudioso e apaixonado pelo marketing moderno, essa dolorosa experiência me trouxe algumas reflexões.

Decidi fazer uma rápida refeição no McDonalds com a minha família, e como todo bom pai (mantendo a tradição familiar mundial), solicitei um McLanche Feliz (objetivando o brinquedo, é claro). É ai que a história começa, meus amigos. Qual nao foi a minha surpresa quando, ao abrir sanduíche, encontrei nada mais nada menos do que um sanduiche mordido.

Como defensor do Marketing de Guerrilha, minha mente logo sugeriu: Não seria uma forma genial de divulgar o novo filme dos Smurfs? Mas logo voltei à realidade de choque e me dirigi à loja. Logo que o gerente tomou conhecimento, não vacilou soltando um “Meu Deus”. Trocou o sanduíche em poucos instantes.

A grande motivacão deste post não é gerar discussão sobre o fato absurdo de receber um sanduiche mordido, porque sinceramente acredito que isso é um consenso coletivo. A questão aqui é discutir quais são as reais obrigações de uma empresa perante o consumidor em um momento de crise (se é que elas existem).

Recebi um email no sábado questionando a ocorrência, e 3 dias após a minha resposta recebi uma ligação de uma operadora de telemarketing pedindo desculpa (de forma não muito amistosa) e mencionando que este não era o padrão McDonalds (como se eu nao soubesse). Quando questionei se isso era tudo, ela rapidamente retrucou: “o que mais o sr. esperava?” Essa pergunta fez meu mundo parar por alguns segundos.

Segundo a Wikipedia, a marca McDonald’s existe em mais de 120 países, tem mais de 31.000 lojas ao redor do mundo que servem quase 50 milhões de clientes por dia.

Como uma marca que constuiu um império, apostando basicamente no estímulo ao consumo desenfreado das novas gerações por “junk food”, oferecendo brinquedos como a grande recompensa, não possui um plano estruturado para, em momentos de crise, oferecer pelo menos um profissional que tenha a competência de conversar de forma satisfatória e coerente com um consumidor que já é cliente há 2 décadas?

Eu ainda não estou convencido que a maior motivação da ligação e do contato não foi minha insatisfação, e sim os mais de 120 retweets conquistados no Twitter. E isso gera uma outra dúvida: Será que a satisfação não precisa ser mais do que uma medida provisória?

Tudo isso me fez lembrar de uma recente entrevista do Seth Godin para a revista Época Negócios, onde ele diz:

“Nenhuma empresa gostaria de ser classificada como uma almôndega. Mas muitas são, e precisam estar cientes disso. Essas companhias não conseguem adotar o conceito do novo marketing, que não é baseado em publicidade. Ele é organizado por meio do boca a boca, das conexões digitais e das histórias. O verbo do consumidor de hoje é mais querer e menos precisar. Ele compra experiências em vez de coisas. Mais do que isso, fala com os amigos sobre suas escolhas.”

Minha opinião é que uma empresa reconhecida mundialmente como dona de um império, quando toma decisão de protagonizar um espaço nas redes sociais, tem a obrigação de ir além da simples divulgação de novos sanduiches ou a evolução do cardápio. Ela precisa efetivamente estar preparada e capacitada à ouvir, assumir erros e oferecer nada mais do que uma atenção coerente com o apreço que ela diz ter pelos seus consumidores. Caso contrário está na hora de incluir em seu cardápio o McAlmôndegas. Talvez isso seja uma atitude coerente.

Marketing sensorial. Interativo, emocional, não digital

Por Gabriel Jacob  |  25.07.2011

Sempre eu comento sobre as oportunidades do digital para promover uma experiência mais envolvente entre os consumidores e as marcas.

Experimentos em que as pessoas passam a sentir a marca, fazer parte dela.

Mas experimentos emocionais não precisam necessariamente estar em um ambiente digital.

O marketing sensorial, por exemplo, que provê uma experiência viva, pode estar em qualquer lugar.

Em uma estratégia criativa realizada para a marca de purificadores de ar Febreze, destinada ao mercado norte-americano, pessoas comuns abordadas nas ruas foram convidadas a viver uma experiência real, olfativa, sentido que tem toda a pertinência para uma marca que promete deixar os ambientes livres de odores ruins.

Essas pessoas foram colocadas em lugares nojentos, como uma cozinha totalmente suja e outros ambientes mofados, só que com uma diferença: esses ambientes foram borrifados com Febreeze.

A supresa:

Por meio de câmeras escondidas, as pessoas vendadas eram filmadas e tinham que responder que cheiro elas sentiam e o que aquele cheiro as faziam lembrar.

Gravados, os vídeos foram parar na fanpage da marca e revelam que todas as pessoas tiveram sensações positivas e agradáveis. Alguns associavam o cheiro com praia, outros com dança e até mesmo momentos felizes.

Abaixo você pode conferir os vídeos dos experimentos feitos para a campanha “Breathe Happy” (Respire Feliz).

Sua marca é útil?

Por Gabriel Jacob  |  19.07.2011

Percebe-se que o universo que nos ronda se torna mais complexo a cada dia, principalmente pelo motivo de haver inúmeros estímulos no qual somos, enquanto consumidores, expostos diariamente.

A complexidade se dá também pelo nosso perfil mais criterioso. Atualmente, a gente convive com a possibilidade infinita de escolher o que e como queremos consumir entre produtos e serviços. Infinitas marcas no PDV, infinitas mensagens publicitárias, infinitos formatos de publicidade e infinitas condições de preços. É um gigantesco leque de opções que, no final das contas, favorece bastante nós, consumidores.

Por conta dessa complexidade, as marcas que oferecem algo além da simples comunicação – aquela publicidade tradicional que apenas busca atrair a atenção para criar uma predisposição de compra – estão conseguindo melhores resultados.

Esse algo além pode ser muita coisa. Pode ser uma experiência, como também um serviço. Mas, seja qual for esse algo, ele deve vir acompanhado de alguma utilidade.

Por que?

Vejamos o caso ilustrado pela imagem acima.

Nele, em que a publicidade não só informa como também se coloca como útil para seu público, a marca de bebidas funcionais Vitamin Water (águas vitaminadas) deu a chance para as pessoas carregarem a bateria de seus dispositivos móveis e outros eletrônicos pessoais em peças de mídia exterior e OOH.

Além da experiência, podemos ver que existe uma grande coerência entre a marca, seu conceito e o serviço prestado. Ou seja, não adianta ser só diferente se o que a sua marca está oferecendo não consegue criar uma boa associação na cabeça do consumidor.

Esta entrega, muito mais baseada em uma atitude do que em uma mera filosofia, gera diferentes tipos de percepção sobre a marca. Percepções que constrõem uma relação duradoura entre a marca e consumidor. E, no universo da complexidade, eficazes são esses estímulos que contenham relações reais, envolvimentos emocionais.

Marcas não podem oferecer aquilo que elas querem, mas o que os consumidores precisam.

ToyToyota

Por Gabriel Jacob  |  15.07.2011

Incrível a ideia desse aplicativo de iPhone que a Toyota no Japão apresentou essa semana para entreter crianças que ficam no banco traseiro do automóvel durante longas viagens.

Utilizando o GPS, o divertido aplicativo mantém a rota real do automóvel e permite que a garotada ganhe pontos durante o trajeto lúdico e cheio de surpresas.
O aplicativo Backseat Driver é o primeiro projeto da ToyToyota, plataforma de entretenimento para crianças que a montadora lançou exclusivamente no mercado japonês.

QR Code na tela da BBC

Por Gabriel Jacob  |  12.07.2011

O uso do QR Code é sempre polêmico, ainda mais aqui no Brasil, onde a tecnologia não está enraizada na cultura como acontece principalmente no Japão, país de origem do código bi-dimensional.

Mas, em alguns países do primeiro mundo, com uma grande parcela da população detentora de smartphone e gadgets mais avançados, o QR Code ganha maior importância.

Nesta semana, a emissora britânica BBC apresentou uma nova série culinária com um diferencial: durante a apresentação da receita de cada prato, um QR Code aparece na tela convidando os espectadores a ter uma experiência além daquela obtida na televisão.

Ao fotografar o código com o aparelho celular, mais informações sobre a receita são disponibilizadas em um mobile site customizado para ocasião, bem como os ingredientes, métodos e dicas sobre a preparação do prato.

Uma solução inteligente para quem gosta de acompanhar a receita completa na televisão e somente depois anotar os ingredientes.

Independente da popularização da tecnologia por aqui, fico imaginando essa aplicação em anúncios publicitárias na televisão.

Se você estiver pensando em oferecer essa ideia para o seu cliente, saiba que não será o primeiro a fazer: www.adivertido.com/banco-belga-poe-qr-code-em-comercial-de-tv

Com fonte do blog 2dCode.

Even: Mundo Para Morar (*)

Por Gabriel Jacob  |  12.07.2011

A Even Construtora e Incorporadora está apostando na criação de conteúdos para promover seus pilares de inovação e sustentabilidade.

Para isso foi criado o site Mundo Para Morar, que está sendo alimentado pela equipe do Update or Die com dicas sustentáveis, criativas e inovadoras para se viver bem. Os assuntos do site são arquitetura, decoração, inovação, sustentabilidade e ideias para morar melhor.

Os posts são divididos em cinco categorias: Viver, com dicas ligadas ao dia a dia em casa; Fazer, com ideias que podem ser colocadas em prática para morar melhor; Construir, com informações sobre arquitetura e construção; Tecnologia, com novidade e curiosidades na área; e Even Lab, com as iniciativas Even em inovação e Sustentabilidade em seus empreendimentos.
E como não pode faltar, o Mundo Para Morar tem uma conta no Twitter (@MundoParaMorar) e uma página no Facebook.

A campanha foi desenvolvida pela AGE Isobar e além de mídia digital também contará com ações em mídia impressa e spots no rádio.

Acesse www.mundoparamorar.com.br e conheça!

(*) Publieditorial/ Artigo patrocinado: Parte deste conteúdo é de responsabilidade do anunciante.

Aplicativo de iPhone precavê usuário de possíveis ataques de mosquitos

Por admin  |  06.07.2011

O verão chegou à Europa e, com ele, as preocupações das pessoas sobre as condições climáticas do local destino onde vão passar as suas férias. Mas, além das condições climáticas, foi detectado que muitas pessoas também procuram se precaver dos mosquitos que surgem exatamente nessa época do ano, e atordoam nos momentos de tranquilidade.

Pensando nisso, na Suécia, a ThermaCell, linha de utensílios domésticos entre os quais estão repelentes elétricos super originais, criou um aplicativo de iPhone que promete solucionar esse problema.

Chamado de Myggrapporten, ou Relatório de Mosquitos, em sueco, o aplicativo possibilita, de maneira colaborativa, que qualquer pessoa submeta informações sobre os tipos de mosquitos descobertos na sua redondeza. Assim, demais usuários do Myggrapporten podem se precaver antes de viajar, até mesmo encontrar o melhor produto da ThermaCell capaz de afastar aquele determinado tipo de mosquito.

Mesmo parecendo ousado de mais para um nicho específico, este aplicativo é mais um exemplo de como o mobile pode servir como base para boas estratégias de Brand Utility, oferecendo algo realmente útil ao consumidor através da tecnologia e da colaboração.

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