Ford: Your Ideas

Após mergulharmos na era do intangÃvel (mudança proporcionada basicamente pelo advento da web) emergiu a democratização da informação e a transferência de poder para o consumidor. Essa “revolução” transformou as relações no mundo das marcas.
Como base principal destas novas práticas de relacionamento, está a importância da transparência. Transparência entre marca x consumidor.
Dia após dia, essa tendência só se solidifica, ganhando cada vez mais adeptos.
Numa estratégia similar ao My Starbucks Ideas (uma referência de sucesso), a Ford dos Estados Unidos resolveu estreitar o contato com seus consumidores ao apostar em uma nova ferramenta social online: Your Ideas.
Visitando o portal da montadora americana, os consumidores podem enviar sugestões de tópicos livres, ou participar de enquetes pré-determinadas. (O Autoblog listou alguns dos temas na qual a Ford espera receber feedbacks de seus consumidores engajados em contribuir com soluções para um futuro mais sustentável e menos problemático, nos mais diversos âmbitos).
Transparência também é sinônimo de prevenção. Portanto, para a Ford dos Estados Unidos, uma marca que está sempre pronta para conversar com seu público-alvo através das mÃdias sociais, este tipo de tática só enaltece sua reputação, a troca de confianças e a previne de problemas que futuramente poderão surgir. Hoje, transparência é premissa.
Iron Man 2: Interactive Trailer
Ok, nem toda a produtora tem budget para desenvolver um aplicativo deste “naipe”, mas perceba como pode ser eficiente e super original se apropriar de um trailer interativo. Além dele trazer informações extras sobre o filme, não qual o próprio usuário seleciona e manipula partes do conteúdo, o trailer interativo também pode ser embedado no formato de widget digital, em qualquer blog que se disponha a comentar sobre ele. Ou seja, esta é uma outra prova de que a inovação ajuda (e muito) a gerar mais buzz. Gostei!
Via i09
FT busca audiência jovem no Fourquare

Com a queda de audiência jovem, muitos veÃculos de comunicação impressa recorrem ao grande trunfo desta geração: as redes sociais.
Um dos casos que eu mais gosto de mencionar é o do Nettby, a rede social criada pelo tablóide norueguês Verdens Gang, para estreitar a relação com o público mais jovem e conectado. (confira o post!).
Passam dias, meses e anos, e as redes sociais continuam entre os principais canais de encontro com este público. Porém, a evolução destas ferramentas, como é o caso do surgimento das redes sociais de geolocalização mobile, permite uma maior atenção e um olhar mais amplo ao que pode ser feito.
Nas próximas semanas, em Londres, o Financial Times vai começar uma promo utilizando o popular Foursquare.
A promoção será feita para que as pessoas que fazem check-in em determinadas cafeterias e bares dos centros financeiros da capital britânica e de várias business school da região, possam obter a subscrição premium gratuita do FT. Para um público que sempre é receptÃvel ao “grátis“, o FT pode estar plantando boas sementes.
A tecnologia não substitui as idéias
A tecnologia não substitui as idéias. Ela traz novas formas de envolver os consumidores. Portanto, é necessário ser criativo o bastante para fazer a tecnologia valer a pena. Não é usar a tecnologia só por usar.
Realidade Aumentada, por exemplo. Quantas marcas já usaram? Muitas, né? Mas são poucas as que conseguiram perpetuar a relação dos usuários com a plataforma.
Exemplos como o aplicativo recém lançado pela O’Neill, marca de artigos de surf, na qual o usuário que permanecer mais tempo em cima da prancha, ganha uma viagem ao Campeonato Mundial de Surf, são interessantes. Uma tecnologia um pouco saturada, mas bem utilizada. Pense nisso!
Mais Product Placement no Farmville
A Saatchi Interactive de Tel Aviv, Israel, está trabalhando na campanha de lançamento da Elite Taami Nutz, uma variante de barras de chocolate com recheio de amendoim.
Sua estratégia chave vai ser utilizar um dos games sociais mais populares do planeta, o Farmville, dando aos usuários a chance de cultivar e comercializar amendoins.
Mas, espera um pouco! O que uma marca extremamente regional quer com uma rede social global como o Farmville, que tem mais de 80 milhões de usuários oriundos dos quatro cantos do mundo? Muito diferente disso aqui, né não?
Via Farmville Freak
Eco Advertainment
Se não houver nenhuma causa por trás, o entretenimento por si só já não significa muito coisa – pois o consumidor moderno vive em busca de soluções, e sabe o que é importante para o mundo em que ele habita.
Pelo fato da sustentabilidade ser um dos assuntos que mais está em voga, muitas marcas criam campanhas baseadas em questões favoráveis ao meio ambiente.
Então, se a receita da assertividade é aliar entretenimento com uma causa popular, porque não reverenciar projetos como o Volvo C30 Drive Around the World e o VW Tem de Tank?
Este último, lançado esta semana pela Tribal DDB de Amsterdam, é um jogo de corrida com elementos 3D em que você não precisa chegar em primeiro, mas conduzir um VW Polo de maneira mais econômica, sem desperdiçar combustÃvel.
Existe, sim, um incentivo promocional: Quem tiver o melhor desempenho ganha um VW Polo Blue Motion de verdade. Mas não é este o diferencial. O diferencial, na minha opinião, é a possibilidade que a marca tem em poder educar os seus consumidores sobre uma tendência, considerada cada vez mais importante para o futuro dos seus produtos/consumo, através do entretenimento.
RIP Farfar (?)
Uma das agências digitais mais criativas e premiadas do mundo, a sueca Farfar, fechou as portas. A bad news começou a pipocar no Twitter, no começo da tarde, depois deste post (em sueco; Google Translate), que resume aquilo que parece ter sido uma grande e dolorosa surpresa para todos os funcionários da agência (e para seus admiradores, como eu).
Sempre acompanhei o trabalho dos caras. Admirava o potencial inovador que eles tinham, sempre assinando campanhas e ações de dar inveja em qualquer guru do marketing; embora polêmicas, como é o caso de “The Heidies“.
Pelo que dizem por aÃ, a saÃda de um dos idealizadores da agência e o choque cultural/corporativo com uma das suas principais controladoras, a Isobar, teria resultado neste final lamentável.
Enquanto as informações ainda são muito escassas, confiram alguns trabalhos da Farfar, postados aqui no ADivertido.












