Vivemos em uma sociedade de consumo. Foi a nossa sociedade que rompeu com a sociedade tradicional. Enquanto a sociedade tradicional te dizia o que você devia ser, como agir, o que fazer para poder ser alguém, a sociedade de consumo diz totalmente o contrário: Você é livre. Livre para fazer suas escolhas, livre para consumir. Ela te abre um leque de opções e escolhas para que você consiga moldar a sua identidade. Como o consumo é uma forma de reprodução social dos indivíduos com a sociedade, consumimos o que somos (ou o que queremos ser). Compramos produtos e serviços que transmitam o nosso estilo de vida, a nossa personalidade, os nossos gostos. É através do consumo que construímos nossa identidade e traçamos uma autobiografia, onde ao mesmo tempo somos autores e personagens. E é nesta hora que entra a publicidade. É ela que adiciona valor simbólico aos produtos. Adiciona valores como o tipo de personalidade e estilo de vida que o produto passará através de seu posicionamento para que o consumidor se atraia por esses benefícios emocionais. Mas fica uma grande dúvida: Se por um lado preciso me conhecer para que eu possa consumir as minhas “características”, por outro lado, apenas o consumo me permite saber quem eu sou, pois é através dele que eu estarei afirmando isto.

Amanhã lanço a segunda parte da minha reflexão sobre o tema, mas por enquanto, o que vocês acham sobre o assunto?