Somos o que Consumimos - Parte II
Oct 23, 2007
Author: Marcel Maineri | Filed under: Uncategorized
Falamos no post anterior sobre a sociedade de consumo e a liberdade de escolhas para formar uma identidade. Nesse post abordarei outras perspectivas. Inicialmente, falar que é a liberdade de escolhas que a sociedade de consumo nos oferece que torna o consumo ilimitado e insaciável. Ele é ilimitado pelo fato de sempre haver propostas de ofertas de produtos e serviços no mercado. E insaciável porque estamos sempre querendo mais. Era neste ponto que queria chegar. Se pararem para refletir, o “novo” é inextinguível.
A autora Beatriz Sarlo faz uma pequena metáfora sobre isso. Antigamente, existiam pessoas que colecionavam selos. E cada colecionador de selos sabia o valor de cada um para sua coleção. Quanto mais o tempo passava, mais valor os selos ganhavam. Mas o que acontece hoje? Acontece um fenômeno chamado “colecionador às avessas”. Desejamos um monte de produtos ou serviços. Isto é fato. Mas a partir do momento que conseguimos colocar a mão no “novo”, este perde o valor para nós. Ele perde a alma e neste momento partimos em busca de algo mais novo.
Isto acontece porque o tempo de uso do produto em questão é muito pequeno. E o que nós, profissionais de comunicação, fizemos sobre isso? Adicionamos valor simbólico a eles. O valor de signo se torna o grande diferencial frente à concorrência, visto que sem ele o produto teria tempo de vida zero. A gente sempre quer algo novo e sempre acaba buscando isto. Vivemos em um mundo onde mesmo estando aqui e agora lendo este post, estamos pensando como seria estar em outro lugar, fazendo outra coisa. É o paradigma de imaginar que estamos no meio de um círculo, porém, desejávamos estar em alguma parte no perímetro do mesmo. Quando alcançamos o perímetro, aquele lugar se torna o centro novamente. E desta forma finalizo: será que nós consumimos para sobreviver, ou será que estamos vivos apenas para consumir?
6 Responses for "Somos o que Consumimos - Parte II"
Atualmente vivemos numa sociedade extremamente consumista, onde o TER é mais importante do que o SER.
Eu, claro, faço parte da sociedade consumista, porém não me considero um fanático, como muitos, que vêem um novo produto e correm para compra-lo.
Curti o blog.
Abraço.
http://oenxadrista.blogspot.com/
Marcelo Mineri,
D+. Sao textos assim que faz crer no 4 poder da comunicaçao e obesrvar o comportamento das pessoas em momentos simples q nem elas notam. Mas q para nós serviram de gancho criativo na construçao de signos.
O Uau! esta com o post especial. Comente e faça parte dessa data.
Uau!
Boa Marcel.
Ontem em um exercicio de filosofia q fiz para faculdade, que se tratava de ‘liberdade’, analisamos a questao do espirito autonomo e heteronomos, e vimos que somos seres que estamos em constantes transformações, e que depende das diversas situações que nos fazem mudar as regras e nosso comportamento.
Abs,
Gabriel
Marcel,
Primeiro agradeço tua visita no Toque Social cara, valeu.
Agora comentando a segunda parte. Voce diz o seguinte: “Isto acontece porque o tempo de uso do produto em questão é muito pequeno”. Bom, uma lampada antigamente durava 10 anos, os carros tipo Lada eram fabricados para durar toda a vida, de repente as lampadas duram 3 meses, os carros 3,4 ou 5 anos, e estamos sempre querendo mudar…vc acha realmente que nao tem um dedo corporativo que influenciou toda essa mudança de consumo??
Eu acredito que hoje temos escolhas, queremos renovar, que nao gostamos de consumir o mesmo produto por muito tempo, eu sou assim, mas tenho comigo, nas minhas teorias conspiratórias, que fomos levados a esse tipo de consumo. Pode ser ruim ou nao, mas é no que eu acredito. Em uma das aulas do mestrado que fiz aqui em Barcelona, em marketing internacional, um professor, em uma aula sobre o Poder das Grandes Empresas nos deu um exemplo: A Coca Cola queria entrar em um mercado Indiano se nao me engano, em uma regiao onde nao tinha jeito, as pessoas nao se acostumavam com seu sabor por ser muito doce para eles. Bom, a Coca Cola adaptou seu produto deixando mais ao gosto deles e com os anos foi adicionando cada vez mais um pouco de açucar, fazendo com que todos fossem se acostumando até chegar a formula original adequando um mercado a seu produto….parece mentira, pois nao é.
Bom, aproveitando sua finalização eu acho que nós consumimos para sobreviver por nossas necessidades básicas e também estamos vivos para consumir por vários motivos, um deles porque fomos induzidos a isso (hehe), outro porque necessitamos de aprovações pessoais, necessitamos nos fazer felizes por achar que nao somos independente do motivo que seja e para dar-nos o conforto que que merecemos.
Para nao ser chato vou parar por aqui e ver o que a galera vai opinar.
Mais uma vez acho que é um post super bacana que gera várias reflexões.
Parabens cara, e sinta-se a vontade no toque social.
Abraço
eu deixei esta mensagem aqui por que eu axei este arquivo muito legal
eu comi o paraguai
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